Foto Ahmad Jarrah
Os servidores do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) e do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT) se manifestaram pelo indicativo de greve na próxima semana. De acordo com os servidores, o Governo do Estado não está cumprindo com acordo e liminar firmados.
Em estado de greve desde o dia 21 de julho, pelo fato de ter sido a única categoria a ter ordem de corte de ponto acatada pelo gestor da autarquia, Guilherme Nolasco, em um universo de 30 categorias em greve geral, o servidores do Indea voltam a paralisar as atividades a partir da próxima segunda-feira (15).
O Sindspen afirma que os acordos firmados nos encontros realizados entre servidores e gestores não vêm sendo cumpridos. “Diante dessa falta de compromisso e do descontentamento dos servidores penitenciários, em assembleia na tarde desta sexta-feira (12), a categoria já sinaliza para uma possível greve”, diz nota.
Os servidores das penitenciárias do Estado paralisarão os serviços durante toda a quinta-feira (18). Dentre os assuntos discutido em assembleia estão o pedido administrativo feito a secretaria de Gestão, em relação a insalubridade, Sendo o INPC dos anos de 2014/2015 e 2016; Alteração da LC 389/2010, instituindo a retribuição pecuniária por servido em jornada extraordinária; Concurso público, que esta em fase de contratação da empresa que fará a prova segundo informações repassadas pela secretaria; Aquisição de escâner corporal, onde segundo parecer da Sejudh a licitação já foi realizada e esta em fase de análise da documentação das empresas; Aquisição uniformes, onde o processo já esta concluso e foi encaminhado a secretaria de Gestão para finalização e elaboração do edital; Aquisição novas viaturas e aquisição de coletes balísticos, em que a secretaria esta aguardando autorização do Exército para prosseguimento do processo licitatório.
Já o Indea alega que, mesmo ganhando liminar para que houvesse o ressarcimento dos 11 dias cortados da folha de pagamento dos servidores, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado de Mato Grosso (Sintap), Diany Dias, foi informada que ainda não houve qualquer ordem governamental de criação de folha suplementar para este fim.
Ela salienta que todas as medidas legais foram tomadas por parte do sindicato. “Obedecemos ao prazo para assembleia geral e, por isso, fomos a última categoria a entrar na greve dos servidores. As liminares de Famato e Acrismat e de outras entidades que nos chegaram foram prontamente cumpridas durante a greve. Já o governo desfaz da Justiça há tempos quando não paga a Unidade Real de Valor (URV) que ganhamos judicialmente e até hoje não foi paga; também quando deveria retornar a identificação da madeira, uma causa ganha por duas vezes e não cumprida por Taques, bem como o não cumprimento da lei que garante a Revisão Geral Anual (RGA)”.
Para a sindicalista, todas essas atitudes vindas de um governo que se diz legalista só indicam a afronta que o chefe do Executivo faz não só ao servidor, mas também à Justiça! “Por isso, vamos estudar entrar também com processo de perdas e danos pelo constrangimento que o servidor do Indea tem passado por não poder honrar suas dívidas devido ao corte determinado por Nolasco em contradição à orientação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que era de aguardo do julgamento do mérito da ilegalidade ou não da greve. Não queríamos parar novamente, mas é a ferramenta de luta que nos resta”, finalizou.



