O senador José Aparecido dos Santos, Cidinho (PR), declarou que o governo Michel Temer (PMDB) é um mal necessário ao Brasil, que não tem condições financeiras e nenhum nome político forte para substituição imediata. O parlamentar, que assumiu o cargo após o senador eleito Blairo Maggi (PP) ser empossado como ministro do governo Temer, não poupou críticas ao chefe federal.
As declarações foram feitas durante a Audiência Pública sobre as obras da BR-242 na sexta-feira (28), no município de Nova Ubiratã (500 km de Cuiabá). O evento reuniu uma gama de políticos incluindo a bancada federal, estadual e municípios no entorno da BR.
“O PR participa do Governo Federal, temos o ministro dos Transportes, nós temos todo um compromisso com o Brasil. Nós não vemos uma alternativa ou plano B que pudesse tirar o presidente Temer, alternativa essa que pacificasse o país. Então, nas atuais circunstâncias, é melhor que aguardemos as eleições que serão em 2018, onde o povo terá a oportunidade de se manifestar e escolher um presidente e poder gerir o país a partir de 2019”, ressaltou.
O senador ainda disse que a instabilidade econômica do país segura Temer na presidência.
“No momento, com a instabilidade econômica que o Brasil passa, o PR entende que a melhor solução é a permanência do presidente Michel Temer. E essa questão do processo que ele pode ser suspenso de responder, mas ele vai responder após terminar o mandato dele ele vai ser processado e se for inocente vai ser arquivado”, afirmou.
Concordando com o senador, o lider do governo na Assembleia, deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) foi ainda mais enfático nas críticas ao atual presidente.
“O momento é bastante delicado porque estamos vivendo em um momento de turbulência econômica, em uma frustação de caixa, temos cidades brasileiras que estão em calamidade como, por exemplo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, que já está abaixo da calamidade, Rio Grande do Sul com dificuldades, Mato Grosso também sofre com a economia com dificuldades”, mostra Dilmar um quadro de desgraça no Brasil.
“Apesar disso, entendemos que não é o momento de uma troca, até porque uma nova eleição tem um custo de mais de 1 bilhão de reais. Logo, logo, nós já vamos ter outras eleições. Eu não fui eleitor de Michel Temer, mas termos mais um afastamento, um novo impeachment, traz um prejuízo muito grande à economia brasileira que está tentando se equilibrar novamente”, explicou Dilmar.
Já o deputado Federal Victório Galli (PSC) afirmou que a orientação do seu partido é de se manter na base do governo de Michel Temer.
“Eu vou votar pela governabilidade do país. No meu entendimento, se nós mexermos na Presidência do Brasil como muitos querem, isso só vai trazer mais prejuízos para o país que não aguenta mais tanta sangria. O ano que vem vão ter novas eleições e eu tenho certeza de que a população vai colocar um nome novo para governar”, afirmou.


