Representantes do Movimento de Luta pela Terra (MLT) de Mato Grosso estão ocupando o prédio do Incra, no Setor Bancário Norte, em Brasília, desde segunda-feira (11) e engrossam o movimento nacional junto a outras nove entidades de luta pela terra do país.
De acordo com Jaciel Bueno, representante mato-grossense na coordenação nacional do MLT, o movimento cobra políticas públicas para pequenos agricultores. Na pauta pedido de criação de um ‘conselho de crise’ em todas as unidades da federação, a instituição de uma ouvidoria agrária independente e o retorno do Ministério do Desenvolvimento Agrário – que passou a integrar a pasta Desenvolvimento Social e Agrário na reforma feita pelo presidente interino, Michel Temer.
Os manifestantes calculam a presença de 600, incluindo crianças de colo. Segundo a coordenadora nacional do Movimento Social de Luta no DF, Raquel Lima, os movimentos sociais planejam ocupar o prédio por cerca de duas semanas a um mês.
Na tarde desta terça-feira (12) os manifestantes chegaram a vender cerca de 350 quilos de feijão, a R$ 5 o quilo também em protesto contra as políticas de agricultura familiar e o alto preço deste tipo de alimento.
A coordenação do protesto informa que mais três ônibus com 141 pessoas chegaram à sede do Incra ontem para participar da ocupação. O grupo tem mantimentos suficientes para 30 dias, ou enquanto as negociações continuarem, porque integrantes de diversos estados estão trazendo alimentos e roupas.
Além de Mato Grosso, há manifestantes do Distrito Federal, Rio de Janeiro, Pará, São Paulo, Goiás e Bahia. Sem avanço nas negociações, os grupos seguem ocupando o local e barrando a entrada de servidores. O Incra se recusa a conversar enquanto o espaço seguir ocupado.



