Política

Secretário de cultura teria recebido R$ 45 mil sem trabalhar

Ahmad Jarrah

O secretário-adjunto de Cultura (DAS-3), Naghai Narcizio dos Santos e Silva do município de Barra do Garças (a 500 km de Cuiabá) foi denunciado pelo Ministério Público do Estado (MPE) por improbidade administrativa. O MPE ingressou, por meio da 3ª Promotoria de Justiça Cível, com uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa resultante da 2ª etapa da “Operação Caça-Fantasmas”. O gestor estaria recebendo pelo cargo mas reside em Uberaba/MG.

Segundo o MPE, entre setembro de 2014 a dezembro de 2015, o servidor nomeado para o cargo de secretário-adjunto de Cultura (DAS-3), Naghai Narcizio, estava em Uberaba/MG cursando Faculdade de Psicologia.

“A vida acadêmica do requerido é comprovada pela análise das mensagens e postagens em seu perfil no Facebook, constatando-se que, no período de setembro de 2014 a dezembro de 2015, esteve em Uberaba cursando psicologia, ostentando intensa atividade acadêmica, inclusive junto ao Grêmio Estudantil”, diz a ação do MPE.

Informações prestadas pela Universidade de Uberaba, conforme a 3ª Promotoria de Justiça, também comprovam que o servidor cursou todas as disciplinas da grade curricular, participando de aulas, atividades complementares, práticas integrativas, estágio supervisionado, dentre outras atividades acadêmicas do Curso de Psicologia.

De acordo com as investigações, a nomeação de Naghai Narcizio dos Santos foi efetivada na "cota" de cargos do Vereador Paulo César Raye, que teria levado ao conhecimento do prefeito para nomeação. “O vereador que intermediou a nomeação, assim como outros vereadores da base de apoio do Governo Municipal, tem uma determinada cota de cargos em comissão de sua escolha, usadas tais nomeações como “moeda de troca” junto à Administração Municipal, a título de apoio político, conforme comprovado através de um dos documentos apreendidos no Gabinete do Prefeito durante a Operação, tratando-se de um Ofício subscrito pelo Vereador Comandante Barbosa, em cuja missiva resta evidenciado o esquema ilícito”, esclareceu o promotor de Justiça que atua no caso.

Na ação, o MPE requer a indisponibilidade de bens do servidor fantasma no montante de R$ 45.901,08, cujo valor corresponde à remuneração percebida por ele no período da nomeação para cargo em comissão. Também foram acionados o atual prefeito, Roberto Ângelo de Farias, e as pessoas que estavam à frente da Chefia de Gabinete, Agenor Bezerra Maia e José Jacó Sobrinho Filho. Os três também poderão ter os bens bloqueados pela Justiça, segundo requerimento do Ministério Público.

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Política

Lista de 164 entidades impedidas de assinar convênios com o governo

Incluídas no Cadastro de Entidades Privadas sem Fins Lucrativos Impedidas (Cepim), elas estão proibidas de assinar novos convênios ou termos
Política

PSDB gasta R$ 250 mil em sistema para votação

O esquema –com dados criptografados, senhas de segurança e núcleos de apoio técnico com 12 agentes espalhados pelas quatro regiões