Economia

Seca eleva preço da energia e governo pede racionamento

A seca prolongada vai ter impactos no custo da energia e o governo decidiu propor o lançamento de uma campanha para que a população reduza o consumo de eletricidade para segurar os preços.

A proposta foi feita em reunião extraordinária do Conselho de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), convocada para esta terça (19) para avaliar a situação do abastecimento com a estiagem prolongada.

Na segunda (18), os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste do país estavam a 28% de sua capacidade, próximo aos 25% registrados em setembro de 2014, quando o país enfrentou sua pior crise hídrica após o racionamento de 2001.

O CMSE descartou, por enquanto, o uso de térmicas mais caras para poupar água nos reservatórios, mas a expectativa é que a bandeira vermelha na conta de luz seja acionada em outubro.

Este mês, está em vigor a bandeira amarela, que acrescenta R$ 0,02 por quilowatt-hora (kWh) consumida. Na bandeira vermelha patamar 1, são R$ 0,03 por kWh. O governo tenta evitar que chegue ao patamar 2, que custa R$ 0,035 por kWh.

"Tendo em vista o aumento de preço da energia elétrica frente à escassez hídrica, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) apresentará, na próxima reunião do CMSE, proposta para viabilização de campanha de conscientização do uso da energia elétrica pela população", diz a nota do CMSE.

Outra medida em estudo é a flexibilização de restrições hidráulicas de algumas hidrelétricas, que estão gerando menos energia para poupar água nos reservatórios.

A previsão é que as chuvas ainda fiquem abaixo da média até a primeira quinzena de outubro. Além disso, o aumento das temperaturas na região Sul, em São Paulo e no Centro Oeste devem contribuir para aumentar o consumo de eletricidade.

Na nota, o CMSE diz que não há risco de falta de energia, apesar da seca, e continuará monitorando as condições de abastecimento.

Redação

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