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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que atende 10 municípios da região de de Tangará da Serra (250km de Cuiabá/MT) pode ser suspenso a qualquer momento por falta de recursos financeiros. O alerta é do coordenador geral da Central de Regulação de Urgência e Emergência da Regional de Tangará da Serra, Paulo Righetto.
Por meio de mensagem instantânea, Righetto afirma que os repasses federais (50%) e municipais (25%) estão em dia, porém os 25% de responsabilidade do Governo do Estado estão em atraso, valor estimado em aproximadamente R$ 1 milhão referente a 12 parcelas.
“Não teremos recursos para manutenção de veículos, compra de equipamentos e contratação de recursos humanos, sendo impossível manter o serviço”, alerta o coordenador.
A unidade atende os municípios de Arenápolis, Barra do Bugres, Campo Novo do Parecis, Denise, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Porto Estrela, Santo Afonso, Sapezal e Tangará da Serra e que juntos somam 243 mil habitantes segundo o IBGE.
“Com a falta do repasse do Estado, os municípios têm arcado com todos os custos, fazendo malabarismos para angariar recursos, haja vista que todos nós da gestão entendemos como imprescindível o serviço prestado há nove anos em Tangará da Serra”, relata.
O coordenador é taxativo ao avaliar que, levando em consideração os altos custos em manutenção de 01 Central de Regulação, 01 Unidade Suporte Avançado (UTI móvel) e 03 Unidades de Suporte Básico, o SAMU de Tangará está prestes a entrar em um colapso.
O secretário de Saúde de Tangará da Serra, Itamar Bonfim, que é vice regional do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems/MT) apoia a manifestação de alerta de Paulo Righetto.
“Os municípios tem realizado verdadeiros milagres sem o repasse do Estado, mas estamos chegando num momento crítico e não tem mais como manter os serviços sem a contrapartida estadual”, afirma.
A presidente COSEMS/MT, Silvia Sirena reitera que os atrasos estão colocam em risco o atendimento na saúde pública como um todo, e que o colegiado de gestores têm buscado diálogo com o gestor da Saúde do Estado, porém até o momento nenhuma atitude efetiva foi tomada.
“Os municípios estão atuando sozinhos, e sem os repasses estaduais, realizar as ações se torna ainda mais complicado. Os chefes do executivo, por meio da AMM tem buscado o Governo, mas de efetivo nenhuma ação até a presente data. O colapso narrado pelo coordenador do SAMU em Tangará é um grito de socorro que todos os municípios estão lançando para que a sociedade auxilie na cobrança dos repasses e assim consigamos manter ações e serviços públicos de saúde”, finaliza.
Confira a mensagem na íntegra:
"Eu, Paulo Righetto, Chefe do Departamento do SAMU 192, Coordenador Geral da Central de Regulação de Urgência e Emergência da Regional Tangara da Serra- MT, composta pelos municípios de Tangara da Serra, Nova Olímpia, Campo Novo dos Parecis, Sapezal Arenápolis, Barra do Bugres, Denise, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Porto Estrela e Santo Afonso venho através de este meio digital solicitar aos amigos da imprensa, políticos, assessores, simpatizantes, usuários do Sistema Único de Saúde, grupos de serviços e todos aqueles que entendam que exista importância em manter o SAMU 192 em Tangara da Serra e região, que me ajudem a transmitir essa mensagem até que chegue às autoridades competentes no âmbito estadual para que os mesmo possam solucionar a falta de pagamento de 12 parcelas do financiamento do serviço competente ao estado, montante esse que gira em torno de 1 milhão de Reais.
O SAMU 192 é um programa federal com o financiamento tripartite onde compete 50% a União, 25 % Estado e 25% Município. O Repasse federal está em dias, porém com a falta do repasse do estado o município tem arcado com todos os custos, fazendo malabarismos para angariar recursos haja vista que todos nós da gestão entendemos como imprescindível o serviço prestado a 9 anos no município.
Porém levando em consideração os altos custos em manutenção de 01 Central de Regulação, 01 Unidade Suporte Avançado (UTI MÓVEL) e 03 Unidades de Suporte Básico e a crise que assola todo o País estamos prestes a entrar em um colapso, onde não teremos recursos para manutenção de veículos, compra de equipamentos e contratação de recursos humanos, sendo impossível manter o serviço.
Conto com o apoio de todos!
Att:
Paulo Milton Righetto Junior
Chefe Departamento SAMU 192, coordenador Geral Central de Regulação de Urgência e Emergência Regional Tangara da Serra MT"
Com Assessoria



