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Roraima suspende energia da Venezuela após série de apagões

A Eletrobras Roraima suspendeu o uso da energia da Venezuela e há oito dias o consumo elétrico no estado é gerado por quatro términas locais, informou nesta segunda-feira (24) o presidente da empresa, Anselmo Brasil.

O motivo da suspensão foram os constantes apagões no estado. Só este ano já foram registrados 65 blecautes, quase o dobro de todo o ano de 2017, quando foram regitrados 34. Destes, 13 ocorreram em julho, dez em agosto e 34 este mês, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Com isso, na prática, a Venezuela segue enviando energia via Linhão de Guri, no entanto, a Eletrobras suspendeu a transmissão do país vizinho e tem usado apenas o que é gerado pelas usinas térmicas do estado. Roraima é o único estado no país que não faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN) e depende da energia venezuelana.

De acordo com Brasil, a energia passou a ser fornecida pela térmicas locais às 13h30 no dia 16 de setembro, quando o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, órgão ligado ao Ministério de Mina e Energia (MME), determinou que a Eletrobras suspendesse o uso da energia importada do país vizinho.

“O fornecimento de energia da Venezuela foi suspenso porque a confiabilidade estava muito baixa, com interrupções de até três vezes por dia. O MME determinou que nós suspendêssemos o fornecimento até que ele passasse a ter uma confiabilidade maior” disse.

Em nota, o MME explicou que Roraima deve receber energia local até a próxima quarta (26). A partir daí, haverá uma reunião para avaliar a confiabilidade elétrica e definir se segue com o plano ou retoma o fornecimento da Venezuela.

Ainda segundo o presidente da Eletrobras, desde a operação integral e contínuo do parque térmico, foram evitados cinco blecautes.

“O objetivo maior dessa mudança é trazer ao consumidor uma energia confiável de qualidade”, comentou. Segundo ele, não haverá aumento na conta de energia aos consumidores do estado e o diesel usado nas térmicas será custeado pela Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), divida entre todos os consumidores do sistema interligado nacional.

A ideia de usar somente a energia produzida em Roraima é garantir a confiabilidade e qualidade do suprimento elétrico em caso de interrupção prolongado pelo fornecimento da Venezuela, segundo a Aneel.

Na última quinta (20), diretores da Aneel visitaram a termelétrica de Monte Cristo, em Boa Vista principal usina do estado, que vem sendo acionado para garantir o suprimento à população de Roraima.

Em razão dos constantes apagões, a governadora de Roraima, Suely Campos (Progressista) foi até Caracas, capital da Venezuela, e em reunião com o presidente Nicolás Maduro acordou que o país iria fazer manutenção na rede elétrica, a fim de evitar novos blecautes.

A visita de Suely à Venezuela ocorreu dias depois de ela propor que a Eletrobras fizesse a manutenção da manutenção da linha de transmissão de energia que liga Roraima à usina na Venezuela.

Em junho deste ano, a estatal venezuelana Corpoelec, que fornece energia para o estado, cobrou do governo federal uma dívida de 30 milhões de dólares, sob o risco de cortar a distribuição para Roraima. Entretanto, segundo o governo Suely, Maduro se comprometeu a fornecer energia para o estado até que se construa o Linhão de Tucucurí.

Parque térmico de Roraima

Com suspensão da energia da Venezuela, o estado opera atualmente com o parque térmico das usinas de Monte Cristo (125, megawatt), Floresta (40 megawatt), Distrito (40 megawatt) e Novo Paraíso (12 megawatt).

Atualmente o estoque de combustível conta com 8 milhões de litros de óleo diesel, com durabilidade para oito dias, segundo o diretor da Eletrobras. Está prevista a chegada de mais 6 milhões, quantidade usada para abastecer o sistema por uma semana.

Brasil explicou que o consumo diário de uma usina é de 1 milhão de litros, considerado uma quantidade razoável, que pode custar entre R$ 3,5 a R$ 4 milhões em consumo.

Redação

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