Cidades

Rodada técnica verifica condições das lavouras de soja

A má distribuição de chuva fez com que o plantio na região Leste de Mato Grosso fosse realizado mais tarde. Aliado a isso, as condições fitossanitárias das lavouras ainda preocupam os produtores rurais na safra 2015/16. Para avaliar essas condições, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) vai a campo para realizar uma Rodada Técnica. 

O diretor técnico Nery Ribas e o fitopatologista dr. José Tadashi percorreram nesta semana (16 a 19 de fevereiro) as propriedades rurais da região Leste, passando pelos municípios de Nova Xavantina, Canarana, Querência e Água Boa.

“As visitas nos ajudarão a entender a situação das lavouras no Estado quanto à sanidade e os impactos das intempéries climáticas na produtividade da soja. Conversar com o produtor rural neste momento é fundamental”, diz Ribas. 

De acordo com o diretor técnico, trata-se de uma região onde o plantio é tradicionalmente mais tardio. “Por isso, queremos ver in loco se as chuvas que caem neste período conseguiram beneficiar as lavouras”, frisa.

O fitopatologista José Tadashi irá avaliar as condições fitossanitárias das lavouras daquela região, verificando a incidência de doenças, como a ferrugem asiática e a mancha alvo, nas plantas de soja. “Com toda a expertise que tem, o doutor Tadashi poderá conversar e orientar os produtores rurais, identificando se há ocorrência das doenças e qual é o manejo que está sendo realizado nas lavouras”, finaliza Nery Ribas.

Falta de Chuva

De acordo com informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a produtividade das lavouras deve cair em quase metade das propriedades do Estado. As regiões leste e norte foram as mais atingidas pela falta de chuvas.  Na última safra, a média estadual foi de 52 sacas colhidas por hectare, sendo que a previsão para esta colheita caiu para 50,7 sacas por hectare. 

Por enquanto, menos de 10% das lavouras foram colhidas. Até a metade de fevereiro deve ser concluída a colheita das espécies precoces. Muitos produtores adiaram o plantio das variedades médias e tardias, e por isso ainda é cedo para saber como será o desenvolvimento dessas lavouras. 

Em entrevista ao Circuito Mato Grosso o gerente de planejamento da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), Cid Ferreira Sanches, diz que a previsão é de que a safra dessas outras variedades ocorra dentro do esperado. 

“Como o plantio acabou atrasando, ainda não tem como estipular como será a colheita. Só no final de fevereiro pra gente saber como essas variedades plantadas mais tarde vão se desenvolver, mas até agora parece que não vamos ter mais perdas. De qualquer forma, com essa perda das precoces, a produtividade geral das fazendas vai cair bastante”, afirma Sanches. 

O Produtor de soja há 33 anos, Osvaldo Rubin Pasqualoto, afirma que esta foi a pior safra das últimas três décadas, por conta dos veranicos. Até o momento, foram colhidos 20% dos grãos em sua propriedade, no município de Jucimeira. “Estamos com uma perda de 10% em relação ao ano passado, com a produtividade caindo de 55 pra 50 sacas [por hectare]. Este é o pior dos últimos 30 anos”, analisa.

(Com assessoria)

Redação

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