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Réus acusados de assasinar Bernardo vão a júri popular

Rio Grande do Sul – Os quatro acusados de participar da morte do menino Bernardo Boldrini, em abril de 2014, no Rio Grande do Sul, irão a júri popular: o pai dele, Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini e os irmãos Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz. Eles estão presos há mais de um ano e respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ainda não há data para julgamento.

O corpo de Bernardo Boldrini, que tinha apenas 11 anos, foi encontrado enterrado em um matagal na cidade de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de sua casa. Ele morava com a família em Três Passos, e ficou desaparecido durante dez dias. De acordo com as investigações da polícia gaúcha, o garoto morreu após uma superdosagem do sedativo midazolan, ministrada pela madrasta. Edelvânia foi quem admitiu o crime e apontou o local onde Bernardo fora enterrado. Evandro teria ajudado a esconder o corpo enquanto Leandro Boldrini teria atuado como o mentor do crime.

Vídeos extraídos do celular do pai e da madrasta de Bernardo mostram que o menino era humilhado e sofria violência psicológica constantemente. Conversas interceptadas da família da madrasta atestam o envolvimento do casal no crime.

A decisão de levar os acusados à júri popular foi do juiz responsável pelo caso, Marcos Luís Agostini. Na sentença, de 137 páginas, o juiz considera que há prova da materialidade e indícios suficientes de autoria em relação aos quatro réus. Eles serão julgados pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, onde os jurados decidirão se são culpados ou inocentes do homicídio.

Fonte: iG

Redação

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