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Retirados pela prefeitura, camelôs fazem novo protesto em BH

Camelôs voltaram a protestar, nesta terça-feira (4), contra a ação da Prefeitura de Belo Horizonte de retirá-los do Centro. De acordo com o Batalhão de Trânsito, cerca de 50 pessoas iniciaram uma caminhada na Rua dos Carijós e informaram que vão seguir até a sede da administração municipal, na Av. Afonso Pena. A Polícia Militar usou spray de pimenta contra os manifestantes.

No trajeto, em coro, pressionaram comerciantes para que fechassem as portas de lojas. O grupo exibia faixas e cartazes contra a decisão da administração municipal e gritava: "Queremos trabalhar e o Kallil não quer deixar".

Em entrevista coletiva nesta manhã, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), disse que o projeto de revitalização do hipercentro da capital mineira é “operação definitiva e sem volta”. A ação mais polêmica do projeto é a retirada de camelôs das ruas.

Durante o protesto de ambulantes, uma das faixas trazia o seguinte dizer: A prefeitura tira os camelôs das ruas sem uma solução para o sustento de suas famílias". O protesto passou também pela Av. Paraná, rua Curitiba e Av. Oaipoque, onde ocorreu o uso do spray.

Nesta terça-feira (3), um ato foi foi reprimido com uso de bombas e jatos d'água por parte da Polícia Militar. Quatorze pessoas foram presas, sendo três delas por dano ao patrimônio e 11 por incitação à violência. Oito pessoas foram atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Desde esta segunda (3), quem for flagrado vendendo produtos industrializados nas ruas pode ser multado e ter a mercadoria apreendida.

Cadastro de ambulantes e ação da PM
A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou que o cadastro dos camelôs para trabalharem dentro de shoppings populares foi antecipado para esta quinta-feira (6). Serão sorteadas 500 vagas para os trabalhadores, que terão subsídio da administração municipal para pagarem por boxes dentro dos centros comerciais. A decisão foi informada durante entrevista coletiva com a presença de vários órgãos nesta terça-feira (4).

O promotor de Direitos Humanos do Ministério Público de Minas Gerais, Mário Higuchi, disse que vai instaurar uma investigação para apurar se houve abuso da Polícia Militar nos protestos. Ele ainda disse que o MPMG acompanhou todo o processo do plano de revitalização para garantir sua legalidade.

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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