Foto Ahmad Jarrah
Um relatório sobre a real situação dos problemas no sistema de distribuição de água em Cuiabá será apresentado na próxima quinta-feira (13), durante coletiva de imprensa, pela Prefeitura de Cuiabá.
Segundo o prefeito, o relatório é fruto do levantamento feito nos últimos três meses pela nova diretoria da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec) e mostra que a CAB Cuiabá não cumpriu bem o seu papel.
“Hoje um dos problemas mais graves que temos em Cuiabá é o da distribuição de água. Em mais de três anos de operação, a CAB não conseguiu cumprir bem o seu papel”, reconheceu o prefeito.
Mauro Mendes não antecipou detalhes, explicando que não recebeu o relatório na íntegra, mas disse que o trabalho está bem fundamentado. “Foi um trabalho técnico muito meticuloso que poderá servir de base para uma futura decisão”, disse o prefeito.
Sobre que medidas tomar com relação à CAB, o prefeito disse que tudo será feito dentro dos limites legais para que o município não venha a sofrer prejuízos no futuro com um rompimento unilateral do contrato de concessão que é de 30 anos. “Não vamos tratar de maneira espetaculosa e oportunista um assunto que é muito sério”, afirmou ele.
O problema do mau desempenho da empresa de distribuição de água aumentou a partir do momento em que o Grupo Queiroz, proprietário da CAB Ambiental, entrou em regime de recuperação judicial. A CAB Ambiental controla a empresa em Cuiabá e em outras 12 cidades no país. A CAB Cuiabá representa 46% da Ambiental.
No próximo dia 19, haverá uma assembleia de credores para definir que rumos serão dados. “Existem grupos econômicos e empresas interessados em assumir os serviços da CAB Cuiabá. Estamos acompanhando esse processo. Se for o caso, poderemos até intervir na empresa para que o município e a população não sejam prejudicados”, garantiu Mauro Mendes.
CPI
Há um ano foi instauração uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara dos Vereadores de Cuiabá, para investigar o serviços da CAB Cuiabá. Entretanto, pouco se avançou nos serviços prestados pela CAB Cuiabá. O vereador e então presidente da comissão, Renivaldo Nascimento (PDT), em entrevista ao Jornal Circuito Mato Grosso, na edição 545, afirma que a empresa não tem mais condições de continuar prestando serviços à cidade.
“A empresa não tem mais condições de administrar os serviços de água e esgoto de Cuiabá. Eles estão sem capital e sem crédito na praça. As obras de Cuiabá precisam ser feitas. O esgoto sanitário ainda está aí, e é vergonhoso”, ressalta.
Para ele, Cuiabá sofreu com a falta de fiscalização efetiva da antiga Amaes (Agência Municipal de Água e Esgotamento Sanitário), que hoje atende como Arsec. “Nós não queremos só manutenção. Precisamos também de investimentos e não está tendo isso. A empresa fala que aplicou em Cuiabá cerca de R$ 2 bilhões, e não sabemos onde está esse dinheiro. Ela precisa apresentar, e a prefeitura não pode estar inerte a isso”.



