Política

Relatório aponta problema em pedido de recuperação do Grupo Bipar

Ahmad Jarrah

Um relatório feito por uma empresa contratada pela Justiça de Cuiabá no processo de recuperação judicial do Grupo Bipar, de propriedade do empresário e prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), teria constatado que o montante de R$ 23 milhões foram transferidos das empresas pouco tempo antes do pedido de recuperação. A informação consta em relatório já está anexo ao processo de recuperação, que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá e foi divulgada pelo site blog político Isso é Notícia.

De acordo com o documento, ao qual o blog teve acesso, a auditoria cita nominalmente Mauro Mendes e sua esposa, Virgínia Mendes, que também aparece como sócia de empresas do grupo. Os recursos teriam sido transferidos para outras empresas de terceiros com o objetivo de ocultar a real situação financeira da empresa.

Segundo apurou o blog, a manobra poderá resultar no afastamento dos administradores e diretores, já que a Justiça poderá entender que o grupo desviou recursos que poderiam ser utilizados no processo de recuperação das empresas que declararam ter uma dívida de pouco mais de R$ 100 milhões.

Recuperação judicial

Em outubro do ano passado, o juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 1ª Vara Civil Especializada em Falência, Recuperação Judicial e Cartas Precatórias da Comarca de Cuiabá, deferiu, o pedido de recuperação judicial do Grupo Bipar, constituído pelas empresas Bipar Energia S.A., Bipar Investimentos e Participações S.A., Mavi Engenharia e Construções Ltda., e Bimetal Indústria Metalúrgica Ltda., que pertencem ao prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB).

Segundo os representantes do Grupo Bipar, a intenção do pedido de recuperação judicial é preservar milhares de empregos diretos e buscar o equilíbrio financeiro, para saldar cerca de R$ 100 milhões em dívidas com fornecedores, bancos e outras obrigações, além de seguir com a execução de aproximadamente R$ 200 milhões em contratos.

Luis Nespolo, que assumiu a direção das empresas a partir da licença de Mauro, aponta como causas das dificuldades quebras indevidas de alguns contratos e inadimplências, o que gerou prejuízos. No pedido de recuperação judicial, o Grupo Bipar também elenca como uma das causas do procedimento a perda de crédito bancário das empresas, em função da exposição política de Mauro. Isso porque ele foi incluído no rol de investigados da Operação Ararath.

OUTRO LADO

Nota de Esclarecimento 

Por conta da notícia publicada, no blog "Isso é Noticia", no dia 11 de fevereiro, com o título “Auditoria aponta fraude de R$23 milhoes em recuperação judicial do Grupo Bipar”, o administrador judicial Antonio Luiz Ferreira da Silva e o auxiliar contábil Agnaldo Aparecido Souza, esclarece que: 

– Foi juntado aos autos do processo de recuperação do Grupo BIPAR código nº1049831 na 1º Vara Cível, o relatório de atividades das recuperandas e não uma auditoria, como veiculado na imprensa.

– O referido relatório são demonstrações contábeis das empresas e não fazem menção a qualquer desvio de numerários ou cometimento de fraude.
 

 

Redação

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