O governador Pedro Taques, recebeu na noite desta terça-feira (21) os prefeitos representantes do Consórcio Vale do Teles Pires, que administra o Hospital Regional de Sorriso (398 km de Cuiabá), para apresentar a programação de quitação dos repasses atrasados a unidade. A expectativa é que dentro de 20 dias as contas estejam regulares.
Ainda durante a reunião, realizada no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, o governador anunciou que R$ 3.967 milhões referentes ao mês de janeiro deste ano já estavam na conta do Consórcio para serem investidos na unidade de saúde. O total em atraso, incluindo os demais valores, referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2016, soma cerca de R$ 15 milhões.
O governador afirmou que os atrasos ocorreram devido às dificuldades financeiras que o Governo vem enfrentando. Ele argumentou também que a saúde é uma das prioridades de atuação do Executivo, com instalação de 204 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e auxílio com repasses até mesmo para os hospitais municipais.
Além dos pagamentos de repasses em atraso, Pedro Taques e o secretário de Estado de Saúde, João Batista da Silva, garantiram que o Executivo irá realizar a reforma do Hospital, bem como dos outros seis hospitais regionais espalhados em Mato Grosso, além da compra de equipamentos.
O Hospital Regional de Sorriso atende 15 municípios do entorno e cerca de 425 mil pessoas. O presidente do Consórcio Vale dos Teles Pires e prefeito de Sorriso, Ari Laffin, disse que entende as dificuldades de arrecadação e que com a reunião espera por segurança.
“A reunião foi positiva. O importante é enfrentar os problemas de frente, isso traz segurança para os profissionais que atuam na unidade e para a população. E hoje foi feito isso aqui, um debate frente a frente e um enfrentamento em busca de soluções”.
Além do prefeito, médicos, vereadores e representantes da região que participaram da reunião também reconheceram a postura do Governo, como testemunha a diretora do Hospital Regional de Sorriso, Lígia Souza Leite. “Estou há 14 anos lá e são 14 anos sem investimentos na unidade. Sabemos do esforço da atual gestão em resolver nossos problemas”, considerou.



