Cidades

Quase 600 animais foram resgatados neste ano de áreas da Capital e cidades vizinhas

A aparição de animais selvagens em áreas urbanas tem relação direta com epíteto de “cidade verde” que Cuiabá ostentava até pouco tempo atrás. Eles são integrantes da biodiversidade ambiental que vem sendo reduzida pela ampliação do espaço urbano, com a construção de casas em áreas antes habitats deles.

Conforme a Polícia Militar Ambiental, de janeiro a outubro deste ano, 599 animais foram resgatados em áreas urbanas em Cuiabá e cidades da circunvizinhança. As espécies vão de lobo-guará, em extinção, a gambá, já considerado um bicho adaptado à área urbana, passando por jacaré, corujas, tartarugas, veados e tamanduá. Dos resgatados, 224 foram devolvidos à natureza.

“Os animais geralmente não chegam com alguma doença de zoonoses, quando muito estão debilitados e depois da recuperação, se tiver condições são soltos. As ocorrências mais comuns são de algum machucado – como asa de aves, casco de tartaruga quebrados, ferimentos por acidente no trânsito”, pontua a policial militar ambiental, Gislaine Pazeto da Silva Lima.

Ela explica que as situações mais frequentes de resgate são de animais à procura de alimentos ou escapados de áreas de preservação ambiental. “Em zona mais afastada do centro da cidade, geralmente os animais estão procurando alimento, porque não conseguem encontrar em área onde sobrevivem e passaram para outros locais. Mas, também há casos de animais que escapam das áreas de preservação”.

Apesar dos flagras recentes causar a imprensa de que os episódios estão mais frequentes, o mestre em ecologia da conservação e biodiversidade, Jaime Rufino dos Santos, afirma que eles não são raros.

“Acontece que agora as pessoas estão filmando, elas conseguem flagrar, vamos dizer assim, esses animais que vem da mata, dos locais onde eles habitam para áreas de residenciais, de comércio”.

Essa relação mais frequente entre homens e bichos é um indicativo de que um está invadindo a área do outro. O especialista afirma que entrada dos animais em áreas urbanas é, na maioria das vezes, em busca por alimento, quando ele está escasso em seus habitats.

O professor Jaime Rufino diz que a expansão do perímetro urbano está expulsando os animais de seus habitats. Hoje, essas áreas estão praticamente reduzidas a áreas limites às margens de rios e córregos, determinados por lei ambiental.

“Mas, se levarmos em conta a vida do tamanduá, por exemplo, essas áreas são muito pequenas para sua sobrevivência natural. Ele se alimenta de formigas e insetos e para encontrar esses bichos, geralmente ele precisa de áreas bem maiores”.

 

 

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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