Jurídico

Promotor diz que depoimento do cabo Gerson é ‘galhofa’ do processo dos grampos

O promotor Allan Sidney do Ó Souza disse que o terceiro depoimento prestado pelo cabo da Polícia Militar, Gerson Corrêa, faz parte da “galhofada” que a investigação sobre grampos telefônicos se transformou por causa das seguidas concessões de oitivas para mudança de depoimento.

As informações dadas pelo investigado, sobre o suposto envolvimento de membros do Ministério Público no caso, seria uma tentativa de “perpetração de perfídia” montada em seu “re-re-reinterrogatório”.

O posicionamento está em parecer que liberada à deputada estadual Janaína Riva (MDB) a participação na assistência de acusação dos militares investigados no processo, de sexta-feira (26). O promotor cita a versão do cabo Gerson de que teria expulsado advogado de defesa de seu gabinete numa tratativa de acordo de colaboração premiada.

“Assim, em mais uma de suas aleivosias, durante seu re-re-reinterrogatório, em sua terceira oportunidade (sem contar a fase inquisitorial), eis que o ora denunciado resolve imputar a este promotor de Justiça a pecha de escorraçador de um de seus impávidos patronos (os quais são dignos de todo respeito), dentro de seu gabinete, quando tal fato inexistiu. […] nunca podemos confundir a figura do advogado, com a sua atuação na defesa dos fatos imputados aos seus clientes”.

Em depoimentos há pouco mais de dez dias, o cabo Gerson Correa e os coronéis Zaqueu e Lesco afirmam que membros do Ministério Público teriam se beneficiado com a ação de barriga de aluguel para interceptar ilegal os telefones de várias pessoas. A declaração levou o procurador-geral José Antônio Borges a instalar nove inquéritos, administrativa e criminalmente, contra os supostos envolvidos no caso.

Houve também a acusação pelo coronel Zaqueu de edição de material coletado e vazamento para emissora de TV cujo conteúdo teve “cunho midiático”.

Redação

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