Protesto reuniu profissionais da educação e alunos na Candelária, Centro do Rio (Foto: Cristina Boeckel/G1)
Profissionais e alunos da rede pública de ensino se reuniram na Candelária, Centro do Rio, na tarde desta quinta-feira (16), para uma manifestação. A decisão de protestar ocorreu após assembleia realizada pela manhã, em que professores do estado decidiram, por unanimidade, manter a greve iniciada há mais de três meses.
Até as 16h20, o ato seguia na praça da Candelária, sem interdições. Segundo os manifestantes, uma passeata irá até a Cinelândia, pela Avenida Rio Branco
A reunião aconteceu na sede do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ). A paralisação conta com a simpatia de grupos de estudantes, que ocuparam colégios e pediram, entre outras reivindicações, melhorias na estrutura das escolas.
O ato também recebeu o apoio de professores da rede municipal, de docentes e alunos de escolas técnicas e regulares federais, como a Faetec e o colégio Pedro II. Pais de estudantes também compareceram.
"É um ato que unifica a educação do Rio. Porque estamos vivendo uma situação semelhante. O corte de verbas e direitos que nãos estão sendo respeitados", afirmou Isabel Cristina Costa, do Sepe.
Isabel destaca que direitos previstos em lei não estão sendo respeitados pelo poder público. Segundo ela, muitos profissionais de educação estão sofrendo pressões para não aderir à paralisação.
"Muitos professores estão em uma situação de falta de dinheiro mas também sofrem muita repressão para que os profissionais não participem destas ações", destacou a representante do Sepe.
Corte do ponto
Na terça-feira (14), a Justiça decidiu revogar a liminar que impedia o corte do ponto dos professores grevistas. A decisão foi tomada um dia depois do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) considerar a greve abusiva.
De acordo com o TJ, a suspensão da liminar foi determinada pelo desembargador Milton Fernandes de Souza. O magistrado argumentou que o Sepe não cumpriu a ordem de manter 70% do total dos servidores em cada escola e, por isso, o governo pode cortar o ponto dos professores em greve.
Na segunda-feira (13), o presidente do TJ-RJ Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho declarou a greve abusiva e decidiu dobrar a multa ao sindicato caso não seja garantido o mínimo de 70% dos professores nas escolas.
Fonte: G1

