O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), José Eduardo Botelho, recebeu em seu gabinete o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, representantes dos hospitais filantrópicos e o presidente do Ministério Público (MPE), Mauro Curvo, nesta quarta-feira (4), para tratar sobre o grande caos do repasse de verbas aos hospitais filantrópicos.
Eduardo Botelho, explicou que durante sua reunião com prefeito, houve comprometimento de ambas as partes para resolver alguns problemas, em especifico, do Hospital do Câncer, da Santa Casa que está parada e do Hospital Geral.
Na ocasião, Emanuel Pinheiro, disse ao presidente ALMT e membro dos filantrópicos, que a verba destinada aos hospitais filantrópicos está disponível em caixa, o valor gira em torno de 10 milhões, porém, ainda não foi repassada aos hospitais, porque o gestor achava que havia alguma burocracia, impedimento na legislação e que não permitia o pagamento.
O prefeito não deu esclarecimentos sobre o assunto da reunião e saiu sem falar com a imprensa.
O vice-presidente dos filantrópicos, Antônio Preza, afirmou que não existe outra solução, é preciso que município e governo repassem o dinheiro, e que teria outro encontro com o secretário municipal de saúde para buscar uma resposta definitiva para o problema.
“O prefeito falou que vai arrumar um jeito de resolver o problema de repasse junto com os secretários”, comentou Preza. Ainda de acordo com o vice-presidente, os atendimentos na Santa Casa estão paralisados e novos pacientes não estão sendo recebidas, pois, essa medida foi realizada para manter os atendimentos ao demais que estão na unidade.
Dívidas 43 milhões
Duas emendas destinadas aos cincos hospitais filantrópicos, no valor de 33 milhões, também não foram repassadas pelo do Governo. O município também continua em débito no repasse dos 10 milhões, verba exclusiva da Santa Casa. O presidente do Ministério Público de Mato Grosso (MPE), Mauro Curvo, também participou da reunião para colaborar com ideias para resolver o problema e disse que a única maneira de tratar os caso do impasse que dificulta o funcionamento dos filantrópicos seria pagamento das verbas.
“A solução é uma só, o repasse dos 33 milhões sobe forma de emendas que já foi recebido pelo Estado, isso resolve os problemas do passado”, afirmou Curvo.



