Foto Ahmad Jarrah
Nesta quarta-feira (17) os ânimos esquentaram na audiência pública que debatia sobre a terceirização dos serviços de vistoria veicular no Departamento de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), realizada na Assembleia Legislativa. O líder do governo na AL, o deputado Wilson Santos (PSDB) bateu boca com os servidores que estavam no auditório e disse que a PL 775/2015 será votada favoravelmente pela base ‘queira os servidores ou não’.
A polemica foi provocada por uma sequencia de vaias, durante a explanação do parlamentar, que defendia a terceirização dos serviços e quer a aprovação da matéria. “Se é credenciamento, se é terceirização ou se é concessão a base governista votará pela aprovação”, disse Wilson Santos.
Após a fala ele foi criticado por vários servidores que acompanhavam a audiência publica e em um dado momento Santos se irritou e respondeu a provocação de um manifestante dizendo que o dinheiro era dele e ele faria o que quisesse com ele. “Pode ser R$ 5 mil esse dinheiro é meu, não é seu querido! Se eu quiser pagar R$ 5 mil [na vistoria veicular] eu pago e o senhor vai me impedir como?”, ironizou.
Antes disso como pode ser visto no vídeo o representante do governador Pedro Taques (PSDB) disse que o PL 775/2015 iria ser aprovado de qualquer maneira. “Nós respeitamos greve que é legal, é constitucional. Mas nós estamos criando – queira os senhores e senhoras – ou não, uma nova opção de pagamento. Isso dará a quem quiser apenas uma chance de ir para a iniciativa privada” disse.
Entenda
O Projeto de Lei Complementar 775/2015 foi enviado pelo poder Executivo no final do ano passado e entrou na pauta de votação urgente. Durante as sessões extraordinárias, realizadas em janeiro deste ano, a matéria chegou a ser posta em votação, mas a deputada Janaína Riva (Sem Partido) fez um pedido de vista e adiou a votação.
Ao retomar a pauta, os deputados decidiram adiar a votação da matéria e realizar uma audiência Pública para debater sobre o tema. Janaína também entrou com um pedido na justiça para impedir a tramitação da matéria, contudo perdeu seu recurso na primeira instância do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Veja o vídeo de Wilson Santos:


