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PM prende pai suspeito de agredir e abusar da filha na região metropolitana

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Marco Zero com o objetivo de cumprir mandados de prisão contra investigados pelo crime de estupro de vulnerável. Entre as ordens judiciais cumpridas, destaca-se a prisão do pai de uma menina de oito anos. A investigação aponta que o homem agredia a filha com um cinto e, em seguida, utilizava o mesmo objeto para amarrar as mãos da criança e cometer os abusos sexuais. Os detalhes da ação foram divulgados pelo delegado titular da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), Ramiro Mathias Ribeiro Queiroz, durante entrevista coletiva realizada na manhã desta segunda-feira.

O delegado explicou que, ao analisar o inquérito logo após a captura, constatou que o suspeito também cometia maus-tratos rotineiros contra a vítima e os irmãos dela. O responsável pela delegacia especializada manifestou profunda indignação com a gravidade das condutas, ressaltando o impacto psicológico gerado na vítima e o fato de o crime ter sido praticado justamente por quem deveria garantir a proteção e o desenvolvimento saudável da menor. O policial chamou a atenção para o fato de que os abusadores não possuem um estereótipo fixo, relatando que o investigado havia acabado de chegar do emprego e mantinha a postura de um trabalhador comum perante a sociedade.

De acordo com as informações oficiais da Deddica, a iniciativa se consolidou como a maior operação com prisões registradas na região metropolitana de Cuiabá direcionada ao combate do abuso sexual infantojuvenil. Dos 18 mandados de prisão expedidos pela Justiça para cumprimento em três estados diferentes, 16 foram concentrados nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande. Até o encerramento do período da manhã, as equipes policiais já haviam conseguido localizar e prender dez dos alvos apontados nos relatórios de inteligência.

O delegado Ramiro alertou que os crimes sexuais contra menores costumam ser praticados de forma oculta, sem testemunhas, o que faz com que as vítimas sofram em silêncio por longos períodos. Por conta disso, ele enfatizou a necessidade de pais e responsáveis observarem atentamente qualquer modificação repentina na conduta ou no comportamento habitual das crianças, tratando essas alterações como sinais de alerta. A operação faz parte das mobilizações da campanha Maio Laranja e ocorreu na data em que se recorda o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído em memória do caso Araceli Crespo, ocorrido na década de 1970.

Lucas Bellinello

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