Economia

Petrobras faz campanha milionária e não informa o gasto com os comerciais

A Petrobras começou a divulgar nesta semana uma nova campanha publicitária para melhorar sua imagem após estar envolvida em esquemas de corrupção e ser investigada pela operação Lava Jato. Ao todo são 3 vídeos produzidos pela agência de publicidade DPZ&T.

Apesar de ser uma empresa pública sob controle da União, a Petrobras se nega a divulgar o valor gasto individualmente com suas propagandas. O Poder360 insistiu desde o início desta semana para que fosse informado quanto seria investido na campanha batizada de “confiança”.

A petroleira só informa o que já é público: que tem 1 contrato de publicidade no valor total R$ 550 milhões.

A assessoria da Petrobras alega que, mesmo sendo empresa pública, não precisa divulgar dados detalhados sobre suas campanhas de publicidade, pois seria “informação estratégica”.

Nos comerciais, a Petrobras diz ter sido vítima de esquemas de corrupção e informa que colabora com as investigações. Além disso, afirma que pune os envolvidos, reforça o controle de fraudes e contrata especialistas em combate à corrupção.

Quanto custa toda essa campanha para polir a imagem da Petrobras? O dado não é divulgado. Os comerciais tem sido vistos em quase todas as emissoras de TV no país. É uma campanha cuja produção e divulgação custa dezenas de milhões de reais.

Além de a Petrobras não divulgar os dados, outra porta se fechou no governo federal a respeito dessas informações.

Michel Temer encerrou a transparência que existiu de 1999 a 2016 a respeito de publicidade estatal federal. De 2017 em diante, sob Temer, o Palácio do Planalto mandou extinguir a compilação dessas informações.

Por essa razão, não há como saber de maneira detalhada quanto empresas de mídia recebem de publicidade federal nem quanto exatamente cada órgão público gasta com propaganda. Isso se torna mais dramático com empresas estatais, que como a Petrobras simplesmente se recusam a mostrar seus números.

Até quando foi possível saber os valores, isso era feito por meio de uma entidade criada em 1999, o IAP (Instituto de Acompanhamento da Publicidade). Por meio de 1 contrato do Planalto com o IAP, todas as agências que prestavam serviços para o governo eram obrigadas a enviar cópias de “pedidos de inserção” para o instituto.

Os pedidos de inserção –ou “PIs”, no jargão do mercado – são os documentos que agências enviam para os veículos de comunicação autorizando a publicação de anúncios e indicando o valor a ser pago. O IAP compilava esses dados e tinha informações precisas sobre o que

Redação

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