Cidades

Pesquisa vai avaliar a eficácia das campanhas de combate ao Aedes aegypti

Cuiabá (MT) e João Pessoa (PB) são as capitais brasileiras escolhidas para participar da pesquisa  de Avaliação da Campanha de Combate ao Aedes aegypti 2016. Coordenada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), uma agencia federal americana, em parceria com a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnologia em Saúde (Fiotec), organismo de apoio à Fiocruz, do Ministério da Saúde, a pesquisa vai avaliar a eficácia das informações e orientações que são repassadas à população, nas ações e campanhas de combate ao mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya.

Esta semana, a pesquisadora visitante dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e do Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA), Susan Robinson esteve em Cuiabá e se reuniu com a equipe da Vigilância em Saúde de Cuiabá, para fechar os detalhes do trabalho. Segundo ela, as duas capitais foram escolhidas em função das suas diferentes realidades. 

Susan Robinson explicou que “a pesquisa faz parte das atividades realizadas por meio do Acordo de Cooperação firmado entre os CDC e a Fiotec com o objetivo  de verificar se as campanhas de massa sobre sintomas e prevenção do Zika, Chikungunya e Dengue, do Ministério da Saúde, estão conseguindo atingir a população da Paraíba e de Mato Grosso, e transmitir as informações necessárias para a promoção da saúde”.

A pesquisa irá envolver cerca de 300 entrevistados. O  público alvo serão as mulheres grávidas, as mulheres que querem engravidar,  as mulheres que não querem e homens.

Os entrevistadores, aproximadamente 12 pessoas, de Mato Grosso e da Paraíba, serão treinados em Cuiabá e a pesquisa deve acontecer entre abril, período do treinamento e maio, quando será feita a coleta de dados.

Para a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CZC), da Vigilância em Saúde, Alessandra Carvalho a escolha de Cuiabá para participar do projeto é positiva. “Além de trazer uma avaliação sobre a eficácia das campanhas para a população, de certa forma estaremos avaliando o  trabalho desenvolvido por nossas equipes, de Agentes de Combate as Endemias”.

Segundo Alessandra, além da expertise que certamente será importante para orientação e condução das ações de combate ao Aedes aegypti, será possível, a partir desse conhecimento, desenvolver outras  pesquisas e projetos e, aperfeiçoar as campanhas e outros instrumentos de informação à população.

Redação

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