Jurídico

Perri fixa prazo de 30 dias para conclusão da investigação dos grampos

O desembargador Orlando Perri, responsável, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso pelo processo dos grampos telefônicos, fixou prazo de trinta dias para a conclusão da investigação. O magistrado determinou agilidade no andamento das análises devido ao “longo prazo” desde a descoberta do caso, em 2017. A determinação consta de decisão de notícia crime protocolada pela Procuradoria Geral de Justiça, de sexta-feira (5).

“[…] recomendo sejam agilizadas as investigações, fixando-se o prazo de trinta dias para conclusão dos trabalhos envolvendo os três PICs (Processos Investigatórios Criminais), especialmente diante do longo tempo que já perdura a apuração dos fatos”.

O caso dos grampos foi denunciado em maior de 2017 em reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo.  A interceptação ilegal de números de telefone envolveram o então governador Pedro Taques, o então chefe da Casa Civil, Paulo Taques, e integrantes da Polícia Militar, de soldado a comandante da corporação.

Cerca de 80 números teriam sido grampeados pelo Núcleo de Inteligência da Polícia Militar, e o esquema teria funcionado outubro de 2014 e agosto de 2015. Os alvos foram adversários políticos, jornalistas, empresários e advogados.

Em maio deste ano, a Polícia Civil divulgou os nomes dos delegados que iriam conduzir as investigações sobre grampos telefônicos. Rafael Mendes Scatolon, Luciana Batista Canaverde e Jannira Laranjeira Siqueira Campos foram definidos como os titulares do caso em reunião da diretoria geral Polícia Civil e oficializados ao desembargador Orlando Perri.

 O trio ficou incumbido de desenvolver as investigações juntamente com cinco investigadores, dois analistas de inteligência, e dois escrivães de polícia.

Redação

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