A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), cobrou a apresentação imediata do relatório final da comissão especial criada para investigar as denúncias de assédio moral e sexual contra William Leite de Campos, ex-secretário municipal de Desenvolvimento e Trabalho.
A parlamentar destacou que o prazo legal para a conclusão dos trabalhos — iniciados em fevereiro — já foi ultrapassado. Ela também foi enfática ao esclarecer que a responsabilidade de redigir e concluir o documento é exclusiva das vereadoras que compõem o colegiado.
O papel da Procuradoria e o atraso na entrega
Segundo Paula Calil, a Procuradoria da Câmara de Cuiabá atua apenas no fornecimento de suporte técnico e jurídico, não cabendo ao órgão a elaboração do relatório final.
“Quem tem que produzir esse relatório é a vereadora que é presidente com os demais membros da comissão, não é o procurador da Casa. O procurador está lá para auxiliá-las. […] Nós estamos aguardando a entrega para ser lido em plenário e dar os devidos encaminhamentos. Realmente, o relatório final está em mora, ele já extrapolou o prazo”, declarou a presidente.
Apesar da demora, a chefe do Legislativo garantiu que o documento será recebido e seguirá o rito normal, destacando que “quando é delegada uma missão para os vereadores, eles têm que apresentar os resultados”.
A Comissão Especial
O grupo de investigação foi instaurado após um requerimento que obteve ampla adesão no plenário, recebendo 22 votos favoráveis e apenas uma abstenção. A comissão é formada pelas seguintes parlamentares:
- Dra. Mara (Podemos): Autora do requerimento e membro.
- Michelly Alencar (União): Membro.
- Maria Avalone (PSDB): Membro.
Relembre o caso
William Leite de Campos precisou deixar o comando da Secretaria de Desenvolvimento e Trabalho da capital após uma ex-servidora da pasta registrar um boletim de ocorrência acusando-o de assédio moral e sexual.
No relato prestado à polícia, a vítima afirmou que os episódios teriam ocorrido ao longo de 2025, dentro da própria Prefeitura de Cuiabá, aproveitando-se da subordinação hierárquica. A denunciante relatou que decidiu formalizar as acusações às autoridades após tomar conhecimento de outras histórias semelhantes envolvendo o comportamento do então secretário.


