A Justiça de Mato Grosso condenou Tallys Henrique Piris de Miranda a 20 anos de prisão pelo homicídio triplamente qualificado de Héctor Ulisses Batista Gomes, de apenas 1 ano e 9 meses. A decisão foi proferida pela juíza Monica Perri, da Primeira Vara Criminal de Cuiabá-MT, na tarde desta terça-feira (23). No entanto, o condenado poderá recorrer da sentença em liberdade.
O assassinato ocorreu no dia 4 de dezembro de 2014. De acordo com a denúncia, o acusado passou a se relacionar com Danyela Jhessica Batista dos Santos, que tinha um filho, fruto de um relacionamento anterior. Tallys tinha ciúmes do pai da criança, chegando até a ameaçá-lo.
No dia do crime, Danyela e Tallys deixaram Hector aos cuidados da tia dela à tarde e foram até o Hospital Geral visitar o filho do casal recém-nascido prematuramente, onde foram informados que o estado de saúde do bebê era grave e que provavelmente não resistiria até o fim daquela noite. Mais tarde, a mãe saiu de casa e, por volta das 18h, o réu foi atrás dela no carrinho de lanches da tia. O tio de Danyela disse que ela havia ido marcar manicure para a mãe. Tallys então pegou Hector com a concordância dos tios e o levou para casa.
Cerca de uma hora e meia depois, o acusado retornou ao carrinho de lanches com a criança perguntando da namorada e deixou recado para que ela fosse encontrá-los na casa da mãe dele. Ao se encontrarem, discutiram em razão da demora dela. Em torno de 21h30, Tallys levou comida para os tios da namorada e, ao retornar, pediu para ela ajudá-los a recolher o carrinho. Danyela foi e deixou a vítima Hector dormindo, sob os cuidados do denunciando.
Aproveitando-se da ausência de Danyela, Tallys Henrique Piris de Miranda decidiu matar Hector como forma de resposta ao ciúme que sentia. “A conduta do denunciando revelou efetivo requinte de crueldade, frieza e desprezo à vida da vítima, eis que espancou seu frágil corpo sem que tivesse qualquer chance de defesa. Demonstrando ainda mais frieza, e com o objetivo de dissimular sua conduta delituosa, o denunciando deixou o corpo da vítima deitado no colchão da sala, enrolado em uma coberta. Em seguida, sentou no sofá e passou a assistir televisão”, consta na denúncia.
Ao retornar para casa, Danyela percebeu que a criança estava desfalecida. Hector chegou a ser levado para o hospital com rebaixamento de nível de consciência porém, mesmo diante das manobras aplicadas para reanimação, faleceu.