Cidades

Pacientes e acompanhantes limpam hospital durante greve de funcionários em MT

Os pacientes do Hospital Regional de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, e os acompanhantes estão limpando a unidade de saúde devido à falta de funcionários, segundo o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma-MT). Os profissionais da limpeza pararam os serviços na sexta-feira (1°), pois estão sem receber há quatro meses.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que está providenciando os materiais e que está sendo realizada a contratação de uma empresa especializada.

Além disso, a secretaria disse que o hospital está com uma dívida que ultrapassa a R$ 10 milhões e, por isso, tem médicos sem receber desde junho do ano passado e servidores que só receberam até o mês de novembro.

No entanto, afirmou que a atual gestão do hospital está empenhada na regularização dos pagamentos em atraso e no diálogo com os servidores.

O diretor do Sisma-MT, Jaime Vieira, avaliou que a situação do hospital é caótica e que o sindicato repudia esse tipo de atitude.

“Acompanhamos de perto e vimos que a situação está difícil. Tem pacientes e acompanhantes fazendo a limpeza do local. O governo precisa tomar uma atitude, pois dá para ficar nessas condições”, ressaltou.

Imagens publicadas nas redes sociais mostram a situação do hospital. O vídeo mostra uma mulher, que acompanha um paciente, tira um dos cestos de lixo do corredor sem nenhuma proteção.

O homem, que não quis se identificar, afirmou que não há nenhuma limpeza dentro da unidade.

Outra foto mostra um homem lavando um banheiro na ala de internação e limpando o chão de um quarto onde há pacientes internados.

A coordenadora odontológica Laryane Soares, que está desde sábado (2) acompanhando o filho de 14 anos que quebrou uma das mãos e vai passar por cirurgia, disse que está com medo de que o filho pegue uma infecção hospitalar.

“No quarto em que estou o lixo foi retirado, mas ficaram secreções e sujeira no chão. Estamos convivendo com esse odor insuportável. Se não há higienização, todos estamos correndo risco”, disse.

O Sisma também denunciou a falta de papel higiênico, papel toalha e materiais de limpeza em geral.

Além disso, com as obras de reforma e ampliação inacabadas, parte do hospital está tomado por poeira e materiais de construção.

Segundo a SES, a obra ainda está em fase de conclusão e não há previsão para o término da reforma. Já em relação aos materiais e medicamentos, o órgão reforça que todos os itens padronizados estão sendo fornecidos pelo hospital.

Redação

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