A Polícia Federal (PF), em uma força-tarefa com as Polícias Civis de 20 estados, deflagrou nesta quarta-feira (2) a Operação Nacional Proteção Integral V. A ofensiva visa desarticular redes criminosas e combater a produção, comercialização, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil, atuando tanto no ambiente cibernético quanto no físico.
Em Mato Grosso, as equipes cumpriram simultaneamente sete mandados de busca e apreensão. Os alvos da operação no estado estavam localizados nos municípios de Cuiabá, Barra do Garças, Comodoro, Glória d’Oeste, Nova Mutum e Rondonópolis.
Balanço Nacional da Operação
Embora a parceria direta envolva as Polícias Civis de 20 estados, as ações simultâneas desta quarta-feira alcançaram todas as 27 unidades da Federação. A mobilização contou com 755 policiais (sendo 480 federais e 275 civis) e apresentou os seguintes resultados em âmbito nacional:
- 153 mandados de busca e apreensão cumpridos;
- 37 prisões em flagrante;
- 13 mandados de prisão preventiva executados;
- 3 menores apreendidos;
- 2 vítimas de abuso resgatadas.
A ação dá continuidade às edições anteriores da Operação Proteção Integral (realizadas ao longo de 2025 e 2026) e à Operação Guardião Digital. Segundo a PF, o cerco contra crimes sexuais tem sido contínuo: apenas entre janeiro e agosto de 2026, a instituição já cumpriu 980 mandados de prisão contra foragidos por este tipo de crime.
Alerta aos Pais e Responsáveis
O nome da operação faz referência direta ao artigo 1º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e ao artigo 227 da Constituição Federal, que garantem a proteção integral e a prioridade absoluta na defesa dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes.
Diante da complexidade e da rápida propagação desses crimes no ambiente virtual, a Polícia Federal emitiu um alerta voltado a pais e responsáveis, recomendando medidas de prevenção e segurança doméstica:
- Monitoramento: Acompanhar de perto a rotina e as atividades virtuais dos filhos;
- Diálogo: Ensinar sobre o uso seguro e consciente da tecnologia;
- Atenção aos sinais: Observar mudanças bruscas de comportamento;
- Acolhimento: Incentivar as crianças e adolescentes a buscarem ajuda imediata caso ocorram contatos inadequados, assédios ou ameaças no ambiente digital.

