Foto: Ednei Rosa / Arquivo CMT
Fechada há quase cinco anos, após a existência de irregularidades constatadas pelo Ministério Público Estadual (MPE), as obras do Terminal de Turismo e Lazer da Salgadeira devem ser retomadas oficialmente no dia 22 de junho, mesmo mês em que já deveria estar pronta, caso as promessas feitas pelo governo Silval Barbosa (PMDB) fossem cumpridas.
De acordo com o secretário de Cidades (Secid), Eduardo Chilleto, a entrega da Salgadeira será dividida em duas etapas. A expectativa é de que a primeira parte, que compreende a área em que se encontra o córrego da Salgadeira, seja entregue em dezembro deste ano. Já o restante do Terminal Turístico deverá ficar concluso em abril de 2016.
As datas foram definidas durante reunião realizada, na última sexta-feira (12.06), pelas Secretarias de Estado das Cidades (Secid) e Desenvolvimento Econômico (Sedec), juntamente com representantes do Consórcio Salgadeira, responsável pela construção.
De acordo com Chiletto, antes do reinício, o Consórcio se comprometeu em realizar serviço de limpeza já nesta segunda-feira (15). “A área passará por limpeza necessária para que o canteiro de obras seja novamente instalado no espaço. A expectativa é de que no dia 22 de junho, o Consórcio dê continuidade à construção”.
Até o momento, a revitalização do Terminal, que está localizado na rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), no quilômetro 45, conta com 39,2% dos valores já repassados ao Consórcio Salgadeira, atualmente formado pelas empresas Farol Empreendimentos e Ypenge Projetos Florestais e Ambientais. A obra total está orçada em R$ 6.377.402,13.
Com área total de 72,4 mil metros quadrados, o Terminal de Turismo e Lazer da Salgadeira contará com espaços exclusivos para trilhas e passeios, estacionamentos com vagas para visitantes e abrigos para ônibus, guaritas, posto policial, bloco para instalação de lojas, restaurantes, centro dedicado ao turista, além de adutora e coletor para tratamento de esgoto.
Pertencente ao município de Cuiabá, a Salgadeira era um dos espaços livres utilizados pela população e turistas. O fato é que após determinação da Justiça, em setembro de 2010, o local foi fechado devido à existência de irregularidades constatadas pelo Ministério Público Estadual (MPE). Na época, conforme ação civil, foram verificados problemas como disposição de resíduos a céu aberto, sistema de tratamento de esgoto deficiente, presença de processos erosivos em diversas localidades do Completo, além de ausência de licença ambiental.
Com assessoria
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