Economia

Novo banco dos Brics calcula US$ 4 bi em investimentos, diz Temer

O presidente Michel Temer afirmou nesta sexta-feira, 30, em reunião informal de líderes do Brics no G-20, na Argentina, que o Novo Banco de Desenvolvimento deve ganhar "renovado ímpeto" nos próximos anos. Ele destacou que o chamado banco dos Brics já calcula US$ 4 bilhões em projetos de infraestrutura desde a sua fundação, em 2014.

A reunião informal de líderes do BRICS – que inclui, além do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – ocorre horas antes da cúpula de chefes de Estado do G-20.

"Outros projetos devem ocorrer nos próximos anos. No Brasil, estamos consolidando a nossa presença, com a abertura do escritório no meu Estado, São Paulo, e na nossa capital, Brasília", afirmou.

De acordo com o presidente, o banco dos Brics já se mostrou rentável. "Ele surgiu para enfatizar as nossas relações, sendo uma expressão importantíssima da nossa união", disse.

Bolsonaro não pôde viajar, segundo Temer
Temer também afirmou que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), desejaria estar presente no evento, mas que não pôde viajar.

Ainda que houvesse a expectativa e o convite por parte de Temer, Bolsonaro já havia dito que não poderia ir à reunião do G-20 por estar se recuperando do atentado que sofreu ainda durante a campanha.

"Em nome de Bolsonaro, transmito os cumprimentos a vocês (líderes dos BRICS). Ele terá grande prazer em recebê-los no próximo ano, quando ocorrerá a cúpula do Brics no Brasil", disse.

Temer reafirma apoio ao multilateralismo e à OMC
O presidente Michel Temer também afirmou que os Brics respaldam o trabalho da Organização Mundial do Comércio (OMC).

No encontro, há a presença dos presidentes da China, Xi Jinping, e dos EUA, Donald Trump, que medem forças na escalada das tensões comerciais. O líder americano, inclusive, é crítico das decisões da OMC.

"Reafirmamos o respaldo à OMC e estamos dispostos a dar o apoio a amplos debates no âmbito da Organização", afirmou Temer, durante fala em Buenos Aires. O presidente brasileiro também reafirmou o apoio ao multilateralismo.

Redação

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