A execução de um novo processo licitátorio para a concessão do transporte público em Cuiabá deve se arrastar por mais algum período. Pelo menos é o que afirma o prefeito Mauro Mendes (PSB), que alegou a necessidade de uma definição quanto à tarifação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) para elaborar um novo processo licitatório que unifique os dois modais.
“A nossa intenção é fazer uma nova licitação, mas toda esta indefinição doe VLT, ficando pronto ou não, afeta profundamente esta decisão”, afirmou Mendes.
Acontece que o Executivo Estadual está produzindo estudos que apontam a dificuldade de tornar o VLT, um modal viável para uso da população, uma vez que o valor de sua tarifa poderá custar mais que o dobro da tarifa de ônibus cobrada em Cuiabá, atualmente fixada em R$ 3,10.
A possibilidade estudada pelos governos do município e do estado é que se tenha uma tarifa única, integrando VLT e ônibus.
Mauro Mendes vê como impossível a realização de todo processo licitatório antes que haja uma definição quanto ao trem sobre trilhos.
“Para licitarmos este modelo, se entrar o VLT, muda totalmente a forma dessa licitação. Portanto, nós vamos agora, junto do governo do Estado, acelerar as decisões. Cobrei do governador que no mais rápido possível, nós tivéssemos estas definições do valor da tarifa”, declarou o gestor municipal.
Concessão transporte de Cuiabá
No último dia 23, o prefeito da capital assinou um decreto que, além de reajustar a tarifa dos ônibus para R$ 3,10, também criou duas comissões especiais. Uma delas é composta por representantes da Secretaria de Mobilidade Urbana, Instituto de Planejamento e Desenvolvimento e da Procuradoria Geral do Município.
Esta comissão terá 180 dias de prazo para entregar um estudo de viabilidade técnica e jurídica para fazer uma nova licitação mediante concorrência pública para melhoria o serviço de transportes coletivos na capital. A última concessão foi feita em 2004, cujo prazo de vencimento era em 2012, mas foi prorrogada até junho de 2019.
Estudo do VLT
No detalhamento técnico das obras da Copa do Mundo, apresentado pelo Governo de Mato Grosso na manhã desta segunda-feira (09), o secretário do Gabinete de Projetos Estratégicos, Gustavo Oliveira, afirmou que o valor tarifário do VLT ainda é estudado pela equipe da gestão, para avaliar qual medida será necessária para não impactar ainda mais o bolso do cidadão.
“Tudo vai depender do modelo tarifado. Existem VLTs no mundo que operam em uma tarifa única para percorrer todo o trecho. Outros VLTs trabalham com uma tarifa cobrada por trecho percorrido, de acordo com os quilômetros que se andam no trem. Esse modelo tarifário é importante por isso, pois não está claro para a sociedade se vai ser uma tarifa única ou se vai ser uma tarifa integrada”.