15ª Parada da Diversidade Sexual de Cuiabá completa 15 anos de luta em defesa dos Direitos Humanos da população LGBT, pensando em contribuir com o diálogo na construção de uma sociedade mais justa e fraterna, este ano com o tema: “Estado Laico e Cidadania – direito de todas e todos”. O evento, que acontece nesta sexta-feira 22), reúne representantes de movimentos relacionados à luta LGBT contra o preconceito e todas as formas de violência, além da busca de leis que garatam direitos iguais.
Acompanhe:

Adriana Liário, presidente do Movimento Trans de Rondonópolis (215 km de Cuiabá/MT) disse ao Circuito Mato Grosso que a ong atua há cinco anos e foi criada pela necessidade de garantir respeito das polícias Civil e Militar e, consequentemente, mais segurança nas ruas. Segundo Adriana, há muita violência contras transvetis e trans na cidade, incluindo assassinatos. Ela citou o caso da travesti Tábata Brandão, que foi assassinada há cerca de 30 dias.
"Antes a gente enfrentava um grande problema. Quando pedíamos ajuda a policiais militares, em uma situação de risco, eles viravam as costas. Nas delegacias, os policiais fechavam as portas. Hoje nós somos respeitados e contamos com a apoio da polícia", relatou Adriana Liário. E acrescenta: "Hoje, depois de cinco anos de trabalho, conseguimos respeito da polícia militar, que hoje trabalha junto conosco, sempre fazendo rondas nos pontos de concentração de travestis e de motociclistas suspeitos".
Por outro lado, Adriana ressaltou que a ong orienta travestis e trans a primeiro fazerem os seus deveres. "Uma das orientações é não reagir a insultos, a agressões verbais, para evitar o confronto", comentou, destacando também um grande avanço que é a participação nas reuniões de conselhos, como os da segurança e da saúde. "Vamos mesmo sem sermos convidadas. Estamos ocupando lugares dos quais temos direito".
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Rosane Marconi, do movimento Coletivo Mães pela Diversidade e também da ong Livre Mente. O coletivo reúne pais e mães, está presente em 18 estados e há dois anos chegou a Mato Grosso, Estado que tem o título do que mais mata transexuais. Nós lutamos para que nossos filhos e outros filhos heterossexuais tenham o mesmo direito.
Tire o seu preconceito daqui que nós vamos passar com o nosso amor é o tema da faixa levada pelo movimento à parada da diversidade para mostrar as famílias que é possível ter um LGBT na família porque os filhos que são LGBTs precisam do apoio dos pais.

Esta dona (foto acima) de casa levou a filha de sete anos e se emocionou: "Eu sempre tive muitos amigos LGBTs e já vi muito preconceito, principalmente no trabalho. Eu sempre quis vir, mas eu era casada e meu marido não deixava. Hoje eu pude vir e trouxe minha filha também para se divertir. Sem palavras. Estou emocionada. Eles não são doentes, são pessoas felizes. Nós que somos infelizes. Por isso trouxe minha filha para aprender a respeitar todas as pessoas".


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