Os cinco maiores movimentos com coordenação em Mato Grosso, "Avança Brasil", "Movimento pela Ordem", "Vem pra Rua", "Movimento Muda Brasil", “Movimento Brasil Livre” e o mais novo integrante “Nas ruas” comemoram a aprovação do relatório da comissão especial do impeachment, que recomenda que a presidente afastada Dilma Rousseff seja julgada por uma série de crimes de responsabilidade. Dilma passou agora de acusada, a ré.
Os senadores decidiram por 59 votos contra 21 tornar ré Dilma no processo de impeachment, sob a acusação de ter cometido crime de responsabilidade em práticas financeiras de seu governo.
Segundo a organização após esse resultado o impeachment. “Já era esperado. Ficamos satisfeitos, isso é prova de que todo trabalho vale a pena. Temos que lembrar que a presidente se torna Ré. Dilma com cinco anos de mandato não tem base parlamentar”, diz o representante do Movimento Vem Para Rua, Junior Macagnan.
“Assim que concluído o processo, acreditamos que o presidente Temer irá colocar a economia no rumo. Hoje temos 12 milhões de desempregados, precisamos de um estado enxuto, ético e com credibilidade para que o empresariado volte a investir no Brasil e vagas de emprego sejam criadas novamente”, avalia.
O julgamento de fato da presidente deve ser feito pelo Senado, em sessões no dia 25 de agosto. Cabe ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que preside essa fase do processo, marcar a data. A previsão é que o julgamento final dure até cinco dias. Para que a presidente seja afastada do cargo definitivamente, serão necessários os votos de, no mínimo, 54 dos 81 senadores. Caso contrário, o processo será arquivado e ela volta a governar.
ELEIÇÕES MUNICIPAL
Macagnan revela que os cinco grupos estão focados são só na política nacional, mas também, pretendem interagir na execução de políticas municipais. “A gente ainda não chegou a um formato, mas isso tem sido motivo de grande discussão dentro do grupo: se é convidar os candidatos para uma sabatina ou apresentando um texto e se comprometerem a cumprir. Mas ainda sem formato”, diz.


