O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter em liberdade o veterinário César Guimarães Galli Júnior. A decisão, assinada na última segunda-feira (11.05.2026), ocorreu após um alerta de violação no sistema de monitoramento eletrônico do réu, que acabou sendo identificado como uma falha técnica do equipamento.
O Alerta e a Suspeita de Violação
César Galli Júnior, que reside em Cuiabá, utiliza tornozeleira eletrônica como medida cautelar por ser réu nos processos relativos aos atos de 8 de janeiro de 2023.
Recentemente, a Central de Monitoramento Eletrônico comunicou ao STF um alerta de “rompimento da cinta” (tRom). Em casos normais, esse tipo de sinalização indica que o dispositivo foi retirado ou danificado propositalmente, o que geralmente acarreta a revogação imediata da liberdade e o retorno ao sistema prisional.
O Laudo Pericial: Falha Eletrônica
Para esclarecer o ocorrido, o equipamento passou por uma análise técnica minuciosa. O laudo pericial foi determinante para a manutenção da liberdade do veterinário:
- Causa do Alerta: O documento apontou um “dano eletrônico” interno.
- Conclusão Técnica: A perícia descartou causas externas ou intervenção humana, confirmando que não houve rompimento físico da cinta.
- Histórico: A defesa alegou que o aparelho já havia apresentado instabilidades anteriormente.
Conduta do Réu: Um ponto destacado pela defesa e levado em conta na decisão foi o fato de César ter procurado espontaneamente a central de monitoramento para relatar o problema e solicitar a substituição da tornozeleira assim que percebeu a falha.
Contexto Jurídico
César Guimarães Galli Júnior responde no STF por participação nas invasões às sedes dos Três Poderes em Brasília. Ele é acusado de integrar o grupo que depredou o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o próprio Supremo.
Com a comprovação de que o incidente foi uma falha do Estado (via equipamento defeituoso) e não uma tentativa de fuga ou descumprimento, o ministro Alexandre de Moraes considerou que as medidas cautelares continuam sendo cumpridas regularmente, mantendo o veterinário sob regime de monitoramento em Cuiabá.



