Após polêmica envolvendo o possível fim do SUS (Sistema Único de Saúde), o ministro da Saúde, Ricardo Barros, voltou atrás e afirmou um compromisso com a continuidade do programa.
O posicionamento de Barros foi dado durante um encontro de especialistas sobre a situação da malária no País, que ocorreu em Brasília (DF).
“O SUS é uma cláusula da Constituição, um direito garantido, que prevê saúde universal, para toda a população. Eu não tenho nenhuma pretensão de redimensioná-lo. O que nós precisamos é capacidade de financiamento para atender suas demandas. Agora, só conseguiremos isso, espaço fiscal para a saúde, se nós conseguirmos repactuar os gastos que estão sendo excessivos na previdência”, disse Barros.
Segundo nota emitida pelo Ministério da Saúde, atualmente, a previdência consome 50% da arrecadação federal, comprometendo as demais áreas sociais.
De acordo com Barros, R$ 118 bilhões aprovados pelo Congresso Nacional para a saúde, R$ 5,5 bilhões foram contingenciados pelo governo anterior. A equipe econômica do governo federal está discutindo a possibilidade de repactuar a previdência.
“Há um momento em que isso precisará ser resolvido. É uma das prioridades do presidente Michel Temer, sem que nenhum dos direitos adquiridos seja atingido. Esse assunto será tratado pela área econômica”.
(Fonte: Estadão)

