Cidades

Ministro da Saúde exige gabinete de crise para ajudar a Santa Casa, diz assessor

O Ministério da Saúde exige a instalação de um gabinete de crise para analisar a situação da Santa da Casa de Cuiabá como critério para liberar recurso emergencial ao hospital. O grupo deve levantar informações sobre as finanças e a gestão para apresentar um cenário da crise ao ministro Luiz Henrique Mandetta.

Conforme o assessor da Casa Civil, Victório Galli, o gabinete seria composto por representantes do Ministério Público do Estado, das secretarias estadual e municipal de Saúde, e dois profissionais escolhidos pelos médicos e demais funcionários da Santa Casa.

“Até amanhã (20) o pessoal da Santa Casa deve me entregar um relatório sobre a dívida da Santa Casa e a partir disso o ministro vai analisar e decidir como pode socorrer emergencialmente o hospital. Mas, eu sugeri, e o ministro também entende desse jeito, que um gabinete de crise seja instalado para saber o que realmente está acontecendo na administração do hospital”.

O assessor negou que esteja definido o valor que eventualmente será repassado ao hospital. Ele também preferiu não comentar quanto de recurso o ministério pode transferir, já que, diz ele, as informações sobre a crise na Santa Casa estão desencontradas.

“Nós precisamos saber o que realmente está acontecendo, porque falta de dinheiro não é. No ano passado, foi estourado o teto de repasse que o hospital poderia receber, e ainda assim tem uma dívida interna estimada em quase R$ 40 milhões. É um problema de gestão”.

Galli afirma que o ministério irá acionar o MPE para que a gestão do ex-diretor da Santa Casa, Antônio Preza, seja investigada. O assessor defende ainda que um novo corpo de diretoria do hospital filantrópico seja constituído a partir de decisões do gabinete de crise.

Crise instalada

Hoje (19), o secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Antônio Possas Carvalho, informou que 621 pacientes em quadro grave de saúde vão ser transferidos da Santa Casa, que fechou as portas há mais de uma semana. O Hospital do Câncer (HCan) receberá 22 pacientes da oncologia pediátrica; 200 para a quimioterapia; 106 para radioterapia e 127 para cirurgias oncologias.

O Hospital Geral Universitário (HGU) deve acolher 221 pacientes para quimioterapia e ofertará retaguarda aos pacientes da nefrologia que serão atendidos pelos prestadores de serviços renais ao SUS, Centro Nefrológico de Cuiabá, CENEC- Clinemat e CTR.

Até o início deste mês, mais de 1,2 mil cirurgias tiveram o agendamento suspenso por falta de condições para atender do hospital.  

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Redação

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