Apontado por lavar o dinheiro desviado do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran) e preso desde 9 de maio no âmbito da Operação Bereré, o empresário e sócio da Santos Treinamentos Roque Anildo Reinheimer teve o pedido para revogar a prisão preventiva negado pela ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na manhã desta quinta-feira (21).
O arquivo com a decisão ainda não foi disponibilizado pelo STJ. Segundo o sistema, a previsão é que o acordão seja publicado na próxima segunda-feira (25). Nas últimas semanas, a ministra Maria Thereza vem negando o seguimento de diversos pedidos de outros quatro réus no processo judicial — Pedro Jorge Zamar Taques, Paulo Jorge Zamar Taques, José Kobori e o deputado estadual Mauro Savi.
A Bereré investiga uma suposta irregularidade em um contrato firmado com a EIG Mercados Ltda., que foi contratada para fazer registros de contratos de financiamentos de veículos. De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), R$ 27,7 milhões foram desviados da autarquia. Estes valores eram repassados a EIG e retornavam como pagamentos de propina a políticos, agentes públicos e empresários. O dinheiro era então "lavado" em uma segunda empresa, a Santos Treinamento, que tinha uma parceria com a companhia.
Roque está há mais de um mês no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC). Ele responde pelos crimes de constituição de organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitação. O caso como um todo está relacionada à segunda fase da Operação Bereré, que foi chamada de Bônus pelo MPE.
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