O músico João Batista de Jesus da Silva, Mestre Bolinha, morreu na tarde desta segunda-feira (5) em decorrência de um AVC (Acidente Vascular Cerebral). A informação foi confirmada por um colega de banda. Bolinha estava internado desde sábado (3) no Hospital Jardim Cuiabá, onde deu entrada com hemorragia.
Uma cirurgia estava agendada para hoje. Ele sofria da síndrome mielodisplasia, doença que danifica progressivamente a medula óssea. A decorrência da síndrome gera a produção de células defeituosas ou imaturas na corrente sanguínea, causando baixa no sistema de imunização – anemia, cansaço excessivo, tendência a infecções e sangramentos frequente são efeitos característicos da doença.
O Mestre Bolinha é ícone da cultura mato-grossense. Ele seguiu os passos do pai, o lendário Mestre Albertino, músico e criador de bandas. Atualmente, ele tocava saxofone, mas seu primeiro contato com a música foi pela percussão.
A fama no uso do saxofone vem dos anos 80, quando tocava sax tenor na banda “Jacildo e Seus Rapazes”, dona do celebrado LP Lenha, Brasa e Bronca, um repertório rock’n’roll com pegada da cultura local.
Também se destacou na produção do rasqueado cuiabano, junto com Pescuma e Moisés Martins na banda “Ventrecha de Pacu”. O trio gravou os CD’s Sentimento Cuiabano I e II, aos quais emprestaram o colorido de seus sopros. Encerrado o ciclo de Ventrecha de Pacu, Bolinha volta aos estúdios e grava o “Bolinha e seu Sax Cuiabano”, com músicas de Metre Albertino (Paraíso de Dona Sinhá, Bugrinho na Farra, Lambari na Cuia e Meu Pedaço), Pititi-Patatá (Honório Simaringo), Luiz Fonseca (Sonho de Esmael).



