Menos de uma semana depois de o governo elevar suas previsões de crescimento para a economia em 2017 e 2018, economistas do mercado financeiro mantiveram a tendência verificada nas últimas semanas e ampliaram mais uma vez suas expectativas de crescimento para este e para o próximo ano.
Segundo dados do relatório de mercado conhecido como "Focus", o mercado espera que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresça 0,96% em 2017 e 2,64% em 2018, as previsões da semana anterior eram de 0,91% e 2,62%.
Foi a terceira alta seguida na previsão do PIB de 2017 e a quinta semana seguida de elevação do PIB de 2018.
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou que o governo estima um crescimento de 1,1% do PIB em 2017 e de 3% em 2018.
O Focus é feito com base em pesquisas feitas na semana passada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras.
Inflação
No último relatório, os economistas entrevistados pelo Banco Central reduziram novamente a previsão de inflação para 2017, de 2,88% para 2,83%, mantendo o índice abaixo do piso da meta do governo, que é de 3%. Para 2018, a estimativa de inflação caiu de 4,02% para 4%.
Se a expectativa do mercado se confirmar, a inflação deste ano também será a menor desde 1998, ano em que somou 1,65%, segundo a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Sistema de metas de inflação
A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).
Pelo sistema brasileiro, a meta central é de 4,5% para este ano e para 2018, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo, de modo que a inflação pode ficar entre 3% e 6% sem que seja formalmente descumprida.

