O governador Mauro Mendes disse defender que o Brasil adote penas “muito mais radicais” para casos tráfico de drogas. Em reunião do Fórum dos Governadores, hoje (8), em Brasília, Mendes disse que a rede criminosa de venda de drogas é uma “praga” que se espalha pelo País e que não pode ser combatida apenas com aumento de efetivo policial.
“Mais de 60% dos crimes estão diretamente associados ao tráfico de drogas [referente à criminalidade no Brasil]. Se nós olharmos no mundo inteiro, os únicos Países que conseguiram conter essa praga, essa epidemia, esse câncer, foram aqueles que adotaram penas muito radicais para a sua prática”.
Segundo o governador, nos últimos trinta anos, os índices de criminalidades aumentaram no Brasil em decorrência do aumento do tráfico de drogas. Ele disse que os assassinatos, por exemplo, passaram de 50 mil para 60 mil ao ano, nas três décadas. “É como se todo dia caísse um Boeing [referência à aeronave da companhia aérea] de gente que é assassinada na rua”.
Mendes ainda criticou o que chamou de postura de “faz-de-conta” sobre a adoção de pena de morte no Brasil para os condenados por tráfico de droga. “Todo dia são dezenas que morrem e nós fazemos de conta que vimos. Quando alguém defende a pena de morte pra alguns tipos de crimes, alguns dizem: ‘Olha, vão morrer alguns inocentes’. Quantos dentro desses 50, 60 mil [mortos ao ano] são inocentes? Para esses não há nenhum direito humano”.
Ele acrescentou que as áreas de segurança pública são as que mais concentram orçamento nos Estados hoje. Em Mato Grosso, a previsão para 2019 é de R$ 3,5 bilhões. Orçamento superior ao da Saúde (R$ 2,1 bilhões) e da Educação (R$ 3,2 bilhões).



