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Luz para Todos é ampliado: Novo decreto foca na Amazônia e prioriza famílias chefiadas por mulheres

O Governo Federal deu um passo decisivo para erradicar a exclusão energética no Brasil. Nesta segunda-feira (11 de maio de 2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou o Decreto 12.964, que expande o programa Luz para Todos, com foco especial em áreas rurais e nas regiões mais isoladas da Amazônia Legal.

A meta é clara: transformar a energia elétrica em um motor de desenvolvimento social, segurança alimentar e inclusão produtiva para quem mais precisa.


Quem terá prioridade no atendimento?

O novo texto estabelece critérios sociais rigorosos para garantir que o recurso chegue primeiro aos grupos historicamente vulneráveis. As prioridades incluem:

  • Perfil Social: Famílias chefiadas por mulheres (inscritas no CadÚnico), lares com pessoas com deficiência, idosos dependentes ou beneficiários do BPC.
  • Povos e Comunidades Tradicionais: Indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas e agricultores familiares.
  • Territórios Específicos: Assentamentos rurais, comunidades em unidades de conservação ou áreas impactadas por grandes obras de energia (geração/transmissão).

Muito além das lâmpadas: Conectividade e Água

Uma das grandes inovações desta etapa do programa é o foco na infraestrutura coletiva. A energia não servirá apenas para as residências, mas também para viabilizar:

  1. Sistemas de abastecimento de água (bombas elétricas).
  2. Conectividade à internet (escolas e centros comunitários).
  3. Segurança alimentar (equipamentos de refrigeração comunitária).

O Desafio em Números

Apesar de o programa já ter atendido quase 18 milhões de pessoas desde 2003, o “apagão” ainda é uma realidade para milhares de brasileiros.

IndicadorDados do Programa
Pessoas atendidas (desde 2003)~17,9 milhões (3,8 milhões de famílias)
Famílias ainda sem acesso~238 mil (principalmente na Amazônia)
Meta para 2026122 mil novas famílias
Investimento total em 2026R$ 6 bilhões
Prazo final de execuçãoDezembro de 2028

Energia Limpa e Respeito ao Bioma

O decreto reforça o compromisso com a sustentabilidade. Nas regiões remotas da Amazônia, as soluções energéticas deverão priorizar a descarbonização (como o uso de energia solar) e a eficiência, respeitando os modos de vida locais e a preservação do bioma. Não se trata apenas de levar fios, mas de integrar tecnologia que não agrida a organização social das populações tradicionais.

“A eletrificação busca o fortalecimento do desenvolvimento socioeconômico e a redução da pobreza energética que ainda castiga as desigualdades regionais.”

Com a prorrogação do prazo de execução até dezembro de 2028, o governo ganha fôlego para chegar aos locais de logística mais complexa do país.

Lucas Bellinello

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