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Justiça nega habeas corpus para soldado que tentou assassinar amigo

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou pedido de habeas corpus feito pela defesa de Clodoaldo Gonçalves de Mello, policial militar preso por tentativa de homicídio contra um amigo em julho de 2018. Clodaldo já tem uma condenação por homicídio.

“As condições pessoais favoráveis não justificam a revogação, tampouco impedem a decretação da custódia cautelar”, diz a decisão publicada no Diário Oficial de Justiça desta quarta-feira (31.10).

Clodoaldo tentou matar seu amigo na noite do dia 02 de julho passado no bairro Doutor Fábio Leite I, em Cuiabá-MT, após um desentendimento com a vítima relacionada a cota para compra de bebida alcoólica.

De acordo com o boletim de ocorrência, Cerilo da Silva Pedroso compareceu a base da Polícia Militar no bairro Três Barras e informou que estava ingerindo bebida alcoólica no período da tarde com o soldado quando, em determinado momento, ele pediu uma contribuição do militar para comprar mais bebida e o policial não teria ficado satisfeito com o pedido, saindo do local e proferindo ameaça a vítima dizendo: "você vai se ver comigo".

Já por volta das 21h o soldado teria voltado à residência e efetuado quatro disparos contra o imóvel para matar Cerílo, porém os tiros acertaram o portão da casa. Após realizar os disparos o militar fugiu.

O soldado Clodaldo de Mello uma conduta problemática na Polícia Militar, com acusações de tortura, ameaça e homicídio, o militar já havia deserdado a PM por quase dois anos e foi condenado a sete anos de prisão por tentar matar dois homens em na distribuidora Carol Festas, no bairro CPA II, na Capital.

Já no dia 02 de outubro de 2013, Clodoaldo, juntamente com um militar aposentado, foi acusado de torturar, agredir e ameaçar de morte sete pessoas, em Cuiabá. Segundo as vítimas, a dupla mal conseguia parar em pé e mesmo assim agredia as vítimas usando um revólver engatilhado.

Em maio deste ano, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Marcos Vieira da Cunha, determinou a reversão do afastamento do soldado de Mello que havia desertado a caserna. O soldado ficou de outubro de 2016 a 2018 sem se apresentar ao 3º Batalhão que é seu posto atual de trabalho.

O militar desde a sua reintegração a corporação estava atuando administrativamente na PM e responde a um procedimento na 11º Vara Militar no Fórum de Cuiabá.

Redação

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