Acusado de vender informações sigilosas relativas a Operação Convescote, o policial Franckciney Canavarros Magalhães teve um pedido negado pela Justiça. A negativa foi dada pelo juiz Murilo Moura Mesquita, da Vara Militar de Cuiabá, nesta quarta (11). O investigado queria adiar a audiência, que vai ser realizada nesta quinta (12), para participar de um curso.
Franckciney relatou que se matriculou no Curso de Habilitação de Oficiais Administrativos. A defesa do acusado argumentou que o aprendizado exige dedicação exclusiva e pediu a revogação do uso de tornozeleira eletrônica "a fim de possibilitar a sua participação efetiva em todas as atividades do referido curso". No pedido, ele juntou a declaração de frequência acadêmica e quadro de trabalho semanal do 3º Pelotão do CHOA, respectivamente.
Contudo, o juiz Murili Mesquita negou o pedido. Ele pontuou que a audiência estava marcada há mais cinco meses. "Ademais, a ausência no curso em que se encontra matriculado por apenas uma tarde não trará prejuízo à sua formação, tampouco impedirá a sua conclusão", ressaltou.
O magistrado ainda lembrou que o comparecimento em audiência é uma das obrigações do policial para revogar a sua prisão em cadeia, conforme determinou a 2º Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
A Operação Convescote apura fraudes e desvios em contratos da Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público (Faespe) com a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas do Estado, a Secretaria de Infraestrutura do Estado e a Prefeitura de Rondonópolis.
Franckciney foi acusado de vender informações sigilosas do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), onde o próprio trabalhava, aos investigados do processo.
Ele chegou a ser preso preventivamente, mas foi liberado em dezembro do ano passado. Desde então, ele cumpre medidas cautelares mais brandas, como tornozeleira eletrônica e a obrigação de comparecer a todos os atos judiciais do processo a que for convocado.
Inclusive, o policial Franckciney irá depor em audiência no Fórum de Cuiabá. E, nesta ocasião, o juiz Murilo Moura irá analisar o pedido de revogação das medidas cautelares do acusado.


