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Justiça não consegue intimar réus na 5ª fase da Operação Sodoma para audiências

Tanto réus quanto testemunhas no processo oriundo da 5ª fase da Operação Sodoma não foram localizados para serem intimados a comparecer às audiências marcadas para este mês de dezembro pelo juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da Vara Especializada Contra o Crime Organizado, os Crimes Contra a Ordem Tributária e Econômica e os Crimes Contra a Administração Pública.

A 5ª fase da Operação Sodoma investigou fraudes em licitação, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas, realizados pelos representantes da empresa Marmeleiro Auto Posto LTDA e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática  LTDA, em benefício da organização criminosa comandada pelo ex-governador, Silval da Cunha Barbosa. 

De acordo com publicação do Diário Oficial de Justiça de Mato Grosso desta segunda-feira (03), foram infrutíferas as diligências para intimar César Roberto Zílio, Pedro Elias Domingos de Mello, Francisco Faiad, Alaor Alvelos, Zeferino de Paula e Diego Pereira Marconi, além das testemunhas Ludio Frank Mendes Cabral e Arlan Lino Edeus.

A defesa dos acusados Zeferino de Paula e Diego Pereira Marconi, arroladas por Francisco Faidad, apontaram novo endereço para intimação.

Estão marcadas para iniciar no dia 11 de dezembro os interrogatórios dos réus Diego Pereira Marconi, Juliano Cezar Volpato, Edézio Correa e Cezar Roberto Zílio. Dia 12, Pedro Elias Domingos de Mello, Alaor Alvelos Zeferino de Paula, Valdísio Juliano Viriato e José de Jesus Nunes Cordeiro.  

A fase de instrução encerrará no dia 13 de dezembro com os interrogatórios de Silval da Cunha Barbosa, Silvio Cezar Corrêa Araújo e Francisco Anis Faiad. 

Conforme o Ministério Público, uma organização criminosa liderada pelo ex-governador Silval Barbosa teria cobrado propina de empresários, entre os anos de 2011 e 2014, para fraudar licitações e manter contratos de fornecimento de combustível, para a frota do governo do estado, e com uma empresa de informática.   

 Ao todo, o grupo teria, segundo o MPE, desviado R$ 8,1 milhões das secretarias de Administração (extinta SAD e atual Secretaria de Gestão) e de Transporte e Pavimentação (extinta Setpu e atual Secretaria de Estado de Infraestrutura).

Redação

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