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Justiça mantém prisão preventiva de réus acusados do assassinato do advogado Roberto Zampieri em Cuiabá

A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva de três homens apontados como envolvidos na morte do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023 na capital mato-grossense. A decisão foi proferida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, em despacho assinado no dia 18 de agosto.

Continuam recolhidos em unidades prisionais:

  • Antonio Gomes da Silva (apontado como executor dos disparos);
  • Hedilerson Fialho Martins Barbosa (acusado de auxiliar na execução);
  • Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas (acusado de efetivar a promessa de recompensa).

Fundamentos da manutenção das prisões

Ao reavaliar a necessidade das prisões preventivas, o magistrado entendeu que não houve alteração no cenário fático capaz de justificar a revolvulação das custódias. O juiz ponderou que a gravidade concreta do delito e o risco de fuga permanecem evidentes, destacando na decisão que os réus residem no estado de Minas Gerais e que a suposta motivação de sua vinda a Cuiabá estaria vinculada ao crime.

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPE), o trio responde por homicídio triplamente qualificado, cometidos mediante paga ou promessa de recompensa, com o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e o emprego de arma de fogo de uso restrito.

O crime ocorreu no bairro Bosque da Saúde, nas proximidades do escritório de advocacia da vítima, que foi atingida por diversos disparos após, segundo a acusação, ser atraída ao local sob o pretexto de um negócio jurídico.

Procedimentos para acesso a provas telemáticas

Além de manter a segregação cautelar dos réus, a decisão judicial estabeleceu regras para o acesso da defesa aos dados telemáticos extraídos de aparelhos eletrônicos apreendidos no curso das investigações.

  • Abertura de lacres: Marcada para o dia 21 de agosto de 2026, às 14h.
  • Forma de acesso: Devido ao grande volume de dados, que inviabiliza o upload direto no sistema eletrônico do Tribunal de Justiça, os advogados deverão comparecer à Secretaria do Juízo munidos de dispositivos de armazenamento próprios para a cópia dos arquivos.

O procedimento de abertura e extração contará com o acompanhamento de peritos oficiais da POLITEC-MT e de técnicos de informática para assegurar a integridade das provas digitais. Na mesma decisão, o juízo determinou diligências para uma nova tentativa de intimação da testemunha Coraci Raimundo de Oliveira.

Lucas Bellinello

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