A Justiça decretou, nesta terça-feira (27), a prisão preventiva do comerciante Leandro José Reis, 41 anos, suspeito de assassinar uma repositora, na semana passada. A vítima teve o corpo encontrado no dia 23 de agosto em uma valeta de escoamento de água, no bairro Setor Industrial Norte, em Sinop (500 km de Cuiabá-MT).
Em audiência realizada, o juiz Walter Tomaz da Costa ressaltou a manutenção da prisão do acusado é necessária para reestabelecer a ordem na sociedade devido ao sentimento de consternação da população em relação ao caso.
“Em casos dessa natureza, torna-se imprescindível a prisão preventiva do indiciado para acautelar a ordem pública […] a exposição degradante da vítima causa repulsa e indignação da comunidade, que perplexa não entenderia a liberdade nas circunstâncias. Isso é afetação da ordem pública, de modo que a sociedade se apazigue com medida de rigor alicerçada na concretude da dura realidade em que os fatos se desenvolveram”.
O suspeito está detido na Penitenciária Osvaldo Florentino Leite, a “Ferrugem”, e deve responder pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Os crimes
O corpo de Hélida Cristina da Silva Fardin, 35 anos, foi encontrado na última sexta-feira (23) em uma valeta de escoamento de água, no setor industrial do município de Sinop. Segundo informações da Polícia Civil, ela estava desaparecida desde segunda-feira (19), quando havia saído para receber o dinheiro de uma dívida e não retornou.
O delegado Carlos Eduardo Muniz, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), contou que a polícia chegou até o Leandro após perceber uma série de contradições em seus depoimentos.
“Conseguimos cruzar algumas incoerências na versão do suspeito, que, inicialmente, foi ouvido como testemunha. Algumas coisas não batiam com o que levantamos anteriormente. Quando confrontamos a versão (do acusado) pela primeira vez, ele conseguiu segurar. Mas trouxe outras incoerências que passamos a investigar. Por estas outras incoerências, o intimamos até a delegacia novamente e ele não encontrou outra saída, que não confessar o delito e apontar onde estava o corpo”.
Leandro contou que tinha uma relação de amizade e sociedade com Hélida e o marido dela. De acordo com o delegado, a vítima emprestava dinheiro para o acusado e que o rapaz a matou após ser cobrado por uma dívida que ultrapassava o valor de R$ 14 mil.
O criminoso detalhou o brutal assassinato. No dia 19 de agosto, ele teria recebido a sócia em seu restaurante, por volta de 15h. Ao ser questionado sobre o pagamento do valor devido, Leandro se alterou e enforcou a sócia com uma corda de varal. Em seguida, ele embrulhou o corpo com sacos plásticos e fita isolante e o colocou no porta-malas do carro.
Ele ainda teria ido a um mercado fazer compras e, cerca de três horas depois, seguiu rumo à zona industrial da cidade, onde deixou a vítima em uma valeta de escoamento.



