Política

Juíza cancela audiências após anunciar que réu firmou acordo de delação

Por: Cátia Alves e Valquíria Castil                                                                                                                                      Fotos: Valquíria Castil 

Treze réus na Operação Imperador serão interrogadas neste mês pela juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal, além das testemunhas arroladas. Entre os réus está à ex-secretária de Estado de Cultura, Janete Riva, esposa do ex-presidente da instituição, José Geraldo Riva. Nesta terça-feira (25) no Fórum da Capital, o deputado estadual Mauro Savi (PSB) prestará depoimento em defesa de Janete.

A operação Imperador que apura o desvio de R$62 milhões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) foi deflagrada no dia 21 de fevereiro de 2015 pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) com o propósito de desarticular um esquema criminoso que desviou recursos milionários da ALMT por meio de fraude na aquisição de materiais de expediente. 

O principal alvo desta Operação é o ex-deputado estadual José Riva, que na época dos fatos respondia pela presidência da Assembleia. Ele é acusado de ser o chefe da organização criminosa e chegou a ser preso, mas conseguiu habeas corpus. A defesa nega envolvimento do ex-deputado esquema.

De acordo com o Gaeco, o esquema se dava por meio de falsas aquisições de materiais de expediente junto a cinco empresas do ramo de papelaria, onde todas eram de “fachada”. Além do ex-deputado, sua esposa Janete Riva e mais 14 pessoas também foram denunciadas. Apenas José Riva, entretanto, teve a prisão preventiva decretada. Por conta disso, a ação foi desmembrada. 

Prestam depoimentos nesta terça-feira: Janete Gomes Riva, Edson Jose Menezes, Manoel Theodoro dos Santos, Djan da Luz Clivati, Leonardo Maia Pinheiro e Elias Abraão Nassarden.

Acompanhe aqui: 

14h17 – Começa o depoimento do deputado Mauro Savi a juíza Selma Arruda. 

14h29 – O deputado esclarece algumas indagações do Ministério Público e o depoimento dele é encerrado. 

14h30 – Começa agora o depoimento da Testemunha Silvano Ferreira do Amaral. A defesa de Edson Menezes começa as indagações.

14h32 – Silvano diz que não tem conhecimento da promoção de cargo que teve o assessor de Edson Menezes e finalizou os esclarecimentos afirmando que não tem conhecimento de ‘nada que desabone a conduta de Edson Menezes’. 

14h36 – Começa agora o depoimento de Janete Riva. 

14h38 – A ex-secretária disse que foi presa por crime ambiental e confirma que está sendo processada pela Ararath. Ela diz que se fosse antes diria que eram falsas, no entanto as ações praticadas pelo marido (José Riva) ela disse que não sabe responder.

14h42 – O Ministério Público impetra duas acusações e ela responde que não tem certeza sobre as acusações. Em seguida, Janete conta a história de como se deu a entrada dela na Secretária de Patrimônio. Segundo ela, sua responsabilidade era cuidar da parte burocrática. Janete explica que ela tinha que pegar a ordem de pedido com a Secretaria Geral, conferir a nota que assinava e liberar a ordem de pagamento.

14h47 – Janete diz que que pode ser induzida ao erro.

14h54 – A juíza Selma Arruda, passa a palavra ao Ministério Público que indaga se Janete já aprovou o recebimento de mercadorias. Inicialmente ela nega e explica que o atestado final chegava até a sua mesa. “Quando chegava eu pegava a outra via, conferia se batia com a outra e assinava”, explicou. 

15h – Ela explica o procedimento das mercadorias. “Quando chegava ao almoxarifado, após a checagem, ia com a nota remetida e a de entrega e só então ia para a Secretaria”.

Janete alega que ajudou a desmascarar más condutas da Secretaria de Cultura, durante sua gestão. Na época em que foi secretária, ela nega que tenha tido conhecimento de alguma organização criminosa.

A defesa de Edson Menezes é a única a perguntar. Janete é indagada se quando assumiu a Secretaria havia encontrado algum problema. Ela negou.

O depoimento de Janete é encerrado.  

15h04 – Começa agora o depoimento do réu Edson José Menezes. 

Ele é acusado de compor uma organização criminosa e ter se envolvido 17 vezes em um esquema que utilizava empresas fantasmas para compras de materiais na Assembleia Legislativa.

Edson negou todas as acusações. Ele diz que essas acusações seriam a respeito de quando era chefe de almoxarifado. O assessor se diz 'injustiçado'.

15h09 – O Ministério Público questiona se ele tinha certeza das coisas que assinava e o indagou como ele conferia o recebimento. O MP diz que Edson atestou um valor de mais de R$ 2,3 milhões.

Em resposta Edson disse: "A empresa entregava na AL e a gente conferia".  Ele confirma que após sua saída, Janete Riva assumiu o cargo. 

15h13 – O MP indaga o que o faz lembrar especificamente da entrega de materiais da empresa Amplo Comércio de Serviços e Representações. Ele responde que viu a empresa entregando o material. “Inclusive entregou para mim, em caminhões pequenos, tipo F100”. Ele diz que lembra de outras empresas também, mas não cita nomes, e que recebia as mercadorias quando não tinha gente lá. “As vezes no almoço quando não tinha gente, eu recebia”. 

15h21 – O MP questiona Edson sobre o uso de toner para impressoras na Assembleia Legislativa, que na época tinham 28 impressoras. Edson corrige o MP e diz que na época era chamado de ‘jatos de tintas’. O MP continua a questionar o assessor se as impressoras eram econômicas e por dia quantas vezes se trocava o toner delas. Edson respondeu que não tinha conhecimento.

O promotor expõe como poderiam ter comprado toner sem antes ter impressora. 

15h32 – Edson confirma que conheceu José Riva, mas que teve muito pouco contato. “Nunca cheguei a pedir algo a ele”, contou. O MP termina as indagações. 

15h35 – Acaba o depoimento de Edson José Menezes. 

15h46 – Começa o depoimento do réu Manoel Teodoro dos Santos.

Ele negou todas as acusações de que teria participado da organização criminosa, supostamente liderada por José Riva. Ele disse que se fez algo que beneficiasse a tal organização, isso não teria sido feito ‘consciente’. A juíza Selma pergunta: Como seria inconsciente. Manoel responde que se ele assinou algo ‘foi sem saber’. 

16h30 – Após um intervalo, Manoel volta a prestar depoimento. Ele nega todas as acusações sobre o recebimento de algum beneficio, de que sabia de algum esquema, e afirmou que não conhecia nenhuma gráfica apontada nas investigações. 

16h36 – Manoel diz ao MP que só assinava os documentos que já vinham carimbados. “Eu nunca fui ao local das entregas dos materiais, por incrível que pareça”, contou. 

16h40 – A defesa de Edson indaga Manoel se ele soube de algum desvio de conduta de Edson. Ele responde que ‘não’.

Termina o depoimento de Manoel. 

16h47 – A juíza Selma Arruda suspendeu a audiência alegando que as defesas devem ter acessos as informações da colaboração premiada de Elias Nassardem Junior. A delação foi premiada entre o réu e o Ministério Público. Elias seria o último a ser ouvido pela juíza, que informou que após a delação pretende ouvi-lo primeiro antes de dar continuidade aos outros depoimentos. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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