A Juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, remarcou para o dia 30 de novembro o interrogatório do ex-deputado estadual José Geraldo Riva que estava previsto para ocorrer nesta quinta-feira (13). O motivo do adiamento ainda não foi revelado.
A oitiva será realizada para esclarecer 15 ações penais sobre formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Em apenas uma delas, Riva irá responder sobre o desvio de R$ 2.254.642,09 da Assembleia Legislativa. A expectativa é que o político, assim como já fez em outras ações, confesse sua culpa e revele fatos novos.
“Tendo em vista que a defesa afirmou que ele (Riva) pretende esclarecer alguns fatos que não foram por ele elucidados quando da realização de seu primeiro interrogatório, é imperioso o deferimento do pedido, em observância aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa”, determinou a magistrada.
Em abril deste ano, José Riva chorou e decidiu confessar ter participado de crimes que lesaram os cofres da Assembleia Legislativa em aproximadamente R$ 10 milhões. Os fatos constam na ação proveniente da “Operação Ventríloquo”.
Todas as 15 ações guardam relação com a operação que originalmente revelou os fatos apontados na denuncia, a “Arca de Noé”, que investigou e denunciou uma organização criminosa chefiada pelo ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro. Riva foi arrolado em várias ações sobre suposta lavagem de dinheiro na Assembleia. Conforme os autos, as factorings de Arcanjo eram usadas para desviar recursos públicos.

