Após passar quase quatro meses suspenso, o juiz Murilo Moura Mesquita retomou os trabalhos no julgamento do caso referente às interceptações telefônicas ilegais, mais conhecido pelo nome de Grampolândia Pantaneira, em Mato Grosso.
Além de retomar o caso, o juiz marcou os interrogatórios dos cinco acusados para o dia 27 de julho, com previsão de início às 13h30.
O andamento do processo estava suspenso por causa de uma ação interposta pelo cabo Gerson Côrrea, a chamada exceção de suspeição, que questiona a falta de neutralidade do juiz Mesquisa e dos coronéis Valdemir Benedito Barbosa e Luiz Cláudio Monteiro da Silva. Contudo, o pedido foi negado em segunda instância. O desembargador Luiz Ferreira destacou que não havia no pedido algum elemento que possa prejudicar o julgamento.
O processo está relacionado à Operação Esdras, que apura um esquema ilegal de grampos telefônicos de políticos, empresários e jornalistas por agentes públicos, policiais militares e secretários de Estado. O escândalo veio à tona após o programa Fantástico, da Rede Globo, divulgar a operação. Além de Gerson, são réus nesta ação o tenente-coronel Januário Antônio Batista e os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Alexandre Ferraz Lesco e Ronelson Jorge de Barros.
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