Mato Grosso já registrou 25.911 casos de dengue neste ano, quantidade que representa aumento de 56% na comparação com o mesmo período de 2015, quando houve 14.489 notificações. Em 2016, essa alta também aponta para o alerta de incidências de outras doenças adquiridas pelo mesmo mosquito, chikungunya e zika.
Em relação ao zika vírus, são 22.530 casos suspeitos no estado. Devido à incidência, com 690 casos por 100 mil habitantes, Mato Grosso está em risco alarmante. Cento e vinte e dois municípios estão classificados com alto risco da doença, o que representa 86,5%.
Já foram registrados, este ano, 1.254 casos suspeitos de febre chikungunya, o que representa uma incidência de 38 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Três municípios estão classificados com alto risco da doença.
A Secretaria de Meio Ambiente (SES) orienta a população a evitar os criadouros dos mosquitos transmissores da doença e prevenir, além da dengue, a febre chikungunya e o zika vírus. O Estado monitora semanalmente a progressão dos casos e faz o trabalho de orientação junto aos municípios para que as ações sejam intensificadas, mas 80% dos criadouros do mosquito estão nas residências, por isso é importante o envolvimento da população.
Para reduzir os impactos causados pelo mosquito, a SES alerta os municípios para que mantenham a rede atenta para o diagnóstico precoce da doença e o manejo correto para que mortes sejam evitadas. Além disso, devem ser desenvolvidas ações de mobilização, inspeções domiciliares para eliminação de criadouros do mosquito, atividades educativas para orientar a população sobre como evitar focos do vetor, e também aplicação de inseticida para eliminação de insetos adultos.



