Ahmad Jarrah
Homem preso na cadeia pública do Capão Grande, em Várzea Grande e que responde pelos crimes de tráfico de drogas, homicídio e roubos está entre os empresários que recebeu incentivos ficais do governo entre os anos de 2010 a 2014, por meio do Regime especial. A informação foi revelada pelo presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, Jose Carlos do Pátio (SD), na tarde desta quarta-feira.
Além do presidiário Paulo Bernardes de Campos, dono da Nova Grãos, outros 20 empresários do ramo de grãos são suspeitos de sonegarem impostos e de participarem de um esquema criminoso de fraudes na Secretária de Fazenda. A presidência da CPI estima que o esquema tenha subtraído dos cofres públicos, mais de R$ 100 milhões. "Ele é proprietário de uma empresa de comercialização de grãos e é homicida. Através de uma investigação foi possível notar que a maioria desses empresários que receberam incentivos no regime especial responde por crimes. É estranho", explicou Pátio.
A CPI irá protocolar um pedido junto a justiça para ouvir o presidiário na Assembleia Legislativa. “Ele será trazido por força policial. Estas pessoas não cumpriram metas do Prodeic em criar empregos e produtividade”, comentou. A comissão só está esperando a autorização do juiz da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, Otávio Vinicius Peixoto, para que ele possa liberar opresso para depor nos próximos dias.
O Regime Especial é um tratamento diferenciado que certas empresas, obtem junto ao governo tratamento diferenciado. Os procedimentos são desburocratizados de modo a facilitar a operacionalização, por exemplo. Com as liminares, os empreendimentos sob investigação garantem suspensão de pagamento ou redução do ICMS sem contrapartida ao Estado.


