Um grupo de pessoas cobram de administradores públicos e de proprietários de prédios no Centro Histórico de Cuiabá medidas para a conservação de construções centenárias, que estão desmoronando. Hoje (2), elas apontaram vários locais no Centro, cujos prédios estão em risco de desabamento.
A construção em situação mais grave fica antiga Rua de Baixo, no calçadão do Centro Histórico, na atual rua 7 de Setembro. A parede frontal do prédio, do século XVII, está quase totalmente destruída por causa da fragmentação gerada pelas chuvas constantes nas últimas semanas e a falta de resistência do material usado na construção. O prédio fica ao lado do Misc (Museu de Imagem e Som de Cuiabá) e foi habitado pela família de Generoso Ponce, figura histórica de Cuiabá.
“Gráfica e tipografia Pepê. Para quem não sabe era de dona Maria Luiza Hugueney de Antônio Avelino de Siqueira. Generoso Ponce foi inquilino desta residência, antes de Antônio Avelino Siqueira compra-la. Aliás, você quem trouxe aquele coreto hoje instalado na praça Ipiranga? Antônio Avelino Siqueira. Ele [peça do coreto] estava na praça Alencastro. Veio de Luxemburgo, Alemanha”, diz Marcelo Epaminondas.
Membro do grupo chamado Amigos do Centro Histórico, ele lamenta que, mesmo com a comunicação de manifestação pela conservação do local, apenas 40 pessoas compareceram.
“Hoje, dia 2 do 2 de 2019, a sociedade não esteve aqui presente. Nós temos faixas colocadas sobre os 300 anos dos casarões, e ninguém apareceu”.
"O grupo pede que a prefeitura e os proprietários cheguem a um acordo para revitalização dos casarões catalogados em estado de risco", diz a empresária Maria Cândida Silva Camargo, presidente da Associação do Centro Histórico da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas).
Ela diz que há projetos de revitalização do Centro com propostar de adequar o espaço para vistação turística, com a locação de comércios. "É uma proposta para gerar emprego, gerar visita no Centro Histórico, para a revitalização da história preciosa que ele é. Medidas há, falta boa vontade".
A corrosão mais acentuada foi percebida no início desta semana. O 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros foi acionado na manhã de terça-feira (29) para averiguar a situação do local, após uma intensa chuva durante a madrugada. A Polícia Militar isolou todo o perímetro.
O casarão foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1980, e chegou a pertencer ao então governador Generoso Ponce. No final do Século XIX, o local foi utilizado e conhecido como a primeira papelaria e gráfica de Cuiabá, batizada de Gráfica e Livraria Pêpe.
O local era frequentado por todas as classes sociais devido a variedades gráficas de livros, cadernos e sofisticados convites de casamento.
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